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Paraná é maiorá em números da ferrugem da soja

Com cerca de 50% dos focos, Paraná tem o maior número de lavouras atingidas pela ferrugem.


Na última safra, as lavouras de soja do país registraram mais de 2, 3 mil focos de ferrugem asiática. Neste ano, o número de casos diminuiu: foram encontrados apenas cerca de 150. As lavouras do Paraná são as mais atingidas, com 50% dos focos. E o risco de expansão do fungo cresce com o aumento da umidade.

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O clima no Estado do Paraná é instável. A umidade favorece o aparecimento da ferrugem asiática e exige atenção redobrada. O produtor rural Antonio Perucci tem 1,5 mil hectares de soja plantados. No ano passado, o fungo provocou a perda de 10% da produção. Neste ano, ele já fez duas aplicações de fungicidas para evitar a doença.

– A gente não deixa a doença entrar porque tem bastante área para fazer aplicação. Então, se deixa entrar a ferrugem você não consegue fazer o controle na hora certa. Chove e você não consegue entrar com o pulverizador na lavoura – comenta o agricultor.

Na safra passada, foram registrados 2.370 focos de ferrugem no Brasil. Mato Grosso teve a maior incidência da doença, seguido por Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraná. Este ano, a situação mudou. O Paraná, que estava na quinta colocação em número de casos, hoje é o primeiro, com metade dos registros feitos em todo o Brasil.

– Este ano nós tivemos no Paraná uma distribuição de chuva até bastante regular durante todo o inverno. Então, nós tivemos plantas guaxas que são plantas que nascem de sementes que caíram de caminhões. As lavouras tiveram pós-colheita que mantiveram o fungo. E nós temos também o Paraguai, que é fonte de ferrugem para nós – afirma o engenheiro agrônomo José Tadashi.

A regularidade das chuvas no Paraná pode prejudicar o controle da ferrugem. Nesse caso, a recomendação do agrônomo é melhorar o planejamento da próxima safra.

– A nossa preocupação como técnicos é que com esse regime de chuvas que nós tivemos até agora, o agricultor poderá ter dificuldade em voltar a aplicar no devido intervalo. E como a massa foliar está muito grande, provavelmente ele vai aplicar mais no terço superior e tornar difícil o controle. A solução é aproveitar cada safra para fazer melhor na seguinte. No momento, a doença já está aí. Se chover adequadamente, vamos ter que ter menos plantas, espaçar mais para ter plantas mais abertas para o fungicida poder penetrar até as folhas de baixo – alerta.

Fonte: Canal Rural

Luiz Carlos

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