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Preço interno do frango está no limite

Campinas, 6 de Janeiro de 2011 – Como mostrou ontem o AviSite, a carne de frango in natura exportada pelo Brasil experimentou significativa valorização no bimestre final do ano passado, fechando 2010 com o quinto melhor preço da história.

Essa valorização, entretanto, foi bem menos significativa que a obtida pelo frango abatido comercializado no mercado interno. Além disso, enquanto a retomada mais aguda de preços do produto exportado só ocorreu no finalzinho de 2010, a do produto interiorizado teve início no mês de junho, perdurando por todo o segundo semestre do ano.

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Resultado: considerado o preço médio obtido pela carne de frango in natura exportada (dados da SECEX/MDIC) e dolarizado o preço interno registrado internamente no grande atacado da cidade de São Paulo (dados da Jox Assessoria Agropecuária), constata-se que em dezembro de 2010 o preço do produto exportado ficou apenas 5% acima do comercializado internamente – algo aparentemente inédito em toda a história do setor e extremamente perigoso para toda a avicultura de corte, pois reflete a baixa atratividade do mercado internacional frente ao dinamismo do mercado interno.

O frango exportado vem apresentando valorização praticamente contínua desde março de 2009, quando começou a reversão da queda de preço causada pela crise econômica mundial. Mas enquanto o produto exportado necessitou de 22 meses para obter uma valorização de 45%, o comercializado internamente teve o mesmo índice de valorização em menos de seis meses.

Não chega a ser fato inédito: quase no mesmo espaço de tempo, entre março e agosto de 2008, o frango direcionado ao mercado interno obteve, pelo dólar, valorização de quase 50%. Mas à época, embora de forma mais lenta, o frango exportado acompanhou essa evolução, chegando então ao seu maior valor histórico (US$2.040,65/t em agosto de 2008).

Desta vez tudo foi diferente, pois enquanto internamente o frango abatido valorizou-se (de julho para dezembro) 42%, a valorização obtida pelo produto colocado no mercado internacional foi de apenas 11%.

Levando em conta que é o quinto principal produto exportado pelo Brasil e que responde por pelo menos 3% das divisas captadas pelo País no mercado externo, justifica-se uma política oficial que estimule o setor a manter-se na liderança mundial da exportação de carne de frango.

Fonte: AviSite

Luiz Carlos

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