Para amenizar o baixo preço pago aos produtores de arroz do Rio Grande do Sul, o setor produtivo encaminhou ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, nesta quarta-feira (22), uma série de reivindicações. Os arrozeiros pedem R$ 100 milhões para suporte à comercialização de 200 mil toneladas do produto por meio de Aquisições do Governo Federal (AGF) e R$ 50 milhões aos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro). Essas medidas entrariam em vigor no início de janeiro.
Os produtores alegam que, mesmo no período de entressafra, onde historicamente os preços são superiores, o valor pago em algumas regiões chega a ficar R$ 3 abaixo do preço mínimo de R$ 25,8. No caso dos leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), o Irga, a Federarroz e a Farsul acreditam que as operações devem ser retomadas, mas com valor de prêmio compatível com o mercado, em torno de R$ 6. Na última sexta-feira (17), o setor solicitou a suspensão desses pregões devido ao baixo prêmio estipulado pela Conab.
De acordo com o diretor comercial do Irga, Rubens Silveira, os produtores estão buscando apoio do governo federal em mecanismos de comercialização que sustentem os preços. “O valor por saca de 50 quilos está bem abaixo do preço mínimo. O mercado precisa de um fato novo para reagir”, afirma, ao acrescentar que o preço mínimo é lei e necessita ser cumprido. “Esses mecanismos vão ajudar na recuperação do mercado”, acrescenta o presidente do Irga, Maurício Fischer.
Fonte: IRGA
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