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Prioridade agora é o controle de plantas daninhas

A soja brasileira está praticamente toda semeada, nas principais regiões produtoras. Depois do plantio, os produtores devem agora se preocupar com o manejo e a condução adequada das lavouras. O controle das plantas daninhas na pós-emergência está na lista de prioridades dessa fase de desenvolvimento. Como primeiro passo, o pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas, ressalta a necessidade de se analisar o resultado do controle das plantas daninhas na pré-semeadura. “Isso é importante porque se o controle não foi adequado, provavelmente as plantas remanescentes logo estarão em estágio avançado de desenvolvimento, o que amplia seu potencial de competição por nutrientes com a soja”, destaca.

Segundo Adegas, nesta situação, os produtores devem antecipar o planejamento do controle químico com herbicidas ou mesmo providenciar a capina/catação das plantas remanescentes. Por outro lado, se o controle das plantas daninhas foi satisfatório, o monitoramento deve focar as plantas que germinarão depois da semeadura da soja. “Este monitoramento vai verificar as espécies predominantes na área, qual o nível de infestação que apresentam e como está a sua distribuição na área que geralmente não é uniforme”, explica.

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A partir dessa análise, Adegas orienta o produtor a dividir a propriedade por talhões homogêneos e fazer o planejamento de controle com os herbicidas mais indicados para cada situação de infestação. “Vale ressaltar que os produtores devem cuidar com a mato-competição que é mais prejudicial no período aproximado entre o 14º e o 45º dia após a emergência da soja (V2 a V9). Isso porque nesta fase as plantas daninhas podem prejudicar com mais intensidade a produtividade da soja”, avalia.

Outro aspecto apontado por Adegas é a necessaidade de avaliação da fase de desenvolvimento das plantas daninhas para aplicação de herbicidas. “È importante controlar as folhas largas com até quatro folhas e as folhas estreitas até no início do perfilhamento”, diz.

Além disso, os produtores devem estar atentos para as condições climáticas para ter sucesso na aplicação dos herbicidas. A temperatura não deve ser muito alta (maior que 30º), a umidade não deve estar abaixo de 60% e os ventos não podem utrapassar 5km/h. “O monitoramento não deve acabar na primeira intervenção de controle, pois além de avaliar o resultado dessa aplicação, os produtores devem estar atentos a possíveis reinfestações de plantas daninhas, o que implicaria na necessidade de novas aplicações”, conclui.
fonte:Só Noticias

Lucas Motta

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