Sem aderir à industrialização, as cooperativas agrícolas de Mato Grosso do Sul se especializam em serviços. Compram insumos e vendem os grãos, oferecendo orientação técnica do início ao fim da safra. O diferencial é a participação direta do produtor na tomada de decisão para ganho de renda e competitividade.
Na Copasul, em Naviraí, a interferência do agricultor é constante e se dá inclusive na compra de insumos. “Quem dá o ‘start’ é o produtor. Fazemos reuniões, apresentamos um panorama e eles decidem”, afirma o supervisor comercial e insumos, Henrique Cabrera. Com 650 associados, a cooperativa mantém 40 agrônomos – um para cada 16 produtores. Em outras regiões do país, comumente se encontra casos de cooperativas com um agrônomo para cada grupo de 200 produtores.
Abrangendo áreas de 15 mil a 60 mil hectares, as cooperativas de sul-mato-grossenses competem com empresas que cultivam extensões equivalentes ou até maiores. E precisam se mostrar mais atrativas do que cooperativas de outros estados que atuam na região, como Coamo, C. Vale e Lar, que têm sede no Paraná.
A Cooperoeste, criada em 2002 para garantir rentabilidade na venda de grãos, trabalhou até ano passado focada nas compras e no serviço de armazenagem, ampliado recentemente. Agora, volta-se a seu objetivo original, a comercialização. Opera hoje com armazém de 52 mil toneladas – suficiente para um terço da safra.
Fonte: Gazeta do Povo
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