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Soja não-transgênica será rastreada

A procura internacional por alimentos e rações animais provenientes de soja e milho não-transgênicos é crescente, o que possibilita que produtores rurais e indústria de exportação brasileiros conquistem mais mercado entre países exportadores como Estados Unidos e Argentina. Por isso, a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não-Geneticamente Modificados (Abrange) deu o primeiro passo para identificar regiões e produtores de grãos não-transgênicos no país. A partir de um projeto pioneiro, desenvolvido com o suporte da Paripassu, empresa especializada em rastreabilidade de alimentos, será possível identicar a produção não-geneticamente modificada em todo o país. O di retor executivo da Abrange, Ricardo de Souza, explica que o mapeamento vai facilitar e dinamizar o processo de comercialização de não-transgênicos no país, inclusive para o mercado externo. O objetivo é reforçar a posição de liderança mundial do Brasil no segmento de produtos não-geneticamente modificados. Alex Eckschmidt, diretor da Paripassu, empresa que desenvolveu o programa de rastreabilidade da Abrange, diz que alguns produtores e empresas de Mato Grosso já realizaram um primeiro contato para se cadastrarem no programa de mapeamento. Segundo ele, para participar do projeto é preciso apenas entrar em contato com a Abrange ou com a Paripassu. Depois, os técnicos da empresa farão visitas à empresa ou propriedade para implantar os controles necessários para o rastreamento dos produtos. A rejeição dos importadores, seguindo posiçã o dos consumidores contrária aos transgênicos, está se refletindo na comercialização de soja no país. No oeste paranaense, os produtores de soja não-transgênica estão recebendo R$ 2,20 a mais por saca do grão e o mesmo está ocorrendo em Mato Grosso e Goiás. Segundo dados da empresa de consultoria AgRural, os prêmios para soja convencional em Mato Grosso estão sendo fortalecidos, principalmente nas regiões Parecis e Médio Norte do Estado. Juntas, essas localidades somam área plantada de soja 3,7 milhões de hectares, o equivalente a 67% da área do Estado. Neste ano, por exemplo, em abril (época de safra), a saca de soja convencional no Médio Norte valia R$ 22,57, o que representava prêmio de R$ 1,50 por saca, em relação ao grão transgênico. Em Sapezal (região do Parecis) tal prêmio chegava a R$ 1,70.

fonte; Gazeta Digital

Lucas Motta

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Tags: expobai 2010

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