A frase do engenheiro agrônomo Antônio Jesuíno de Oliveira, de 67 anos, traduz bem o que significa a profissão: "Quando me formei, em 1969, diziam que a agronomia era a profissão do futuro. Hoje, 41 anos depois, eu reafirmo que continuará sendo". De acordo com Jesuíno, que trabalha há 40 anos na Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), onde se aposentou, o crescimento constante do agronegócio na economia brasileira, responsável pelo aumento das exportações e de empregos no Brasil, tem valorizado o trabalho do agrônomo. Daí o motivo pelo qual o mercado encontra-se em alta, principalmente em Mato Grosso. Isso graças também ao avanço do agronegócio brasileiro no cenário internacional, a partir do surgimento de novas tecnologias.
A história daqueles que se dedicam a agronomia é mais ou menos a mesma. O agrônomo Jesuíno, por exemplo, que se formou na Universidade Federal de Goiás e depois veio para Mato Grosso, disse que fez dois vestibulares para agronomia e que em momento algum pensou em ingressar em outra carreira. "Minha família sempre desenvolveu atividades agrícolas, ou seja, minha ligação com o trabalho na terra surgiu de forma natural. Motivo pelo qual, inclusive, apesar de ter atuando em diversos segmentos, sempre trabalhei mais na assistência técnica às famílias de pequenos produtores rurais".
O extensionista diz ainda, que para os que estão iniciando o conselho é o aperfeiçoamento e qualificação. "Na minha época, o campo era muito restrito, hoje as informações estão aí e quem tem competência para acompanhar as novas tecnologias certamente se dará bem no mercado. Claro que não podemos nos esquecer que além de estudar sempre, a ética profissional é fundamental para que se alcance um reconhecimento.
Na avaliação do agrônomo, quem pretende exercer a profissão de engenheiro agrônomo tem de ter um bom trato com números, ser curioso, gostar de atividades ao ar livre e de tecnologia. Além disso, disponibilidade para enfrentar o trabalho, inclusive no mau tempo, já que o agrônomo pode atuar em fazendas e cooperativas do setor agrícola e de produtos animais e, mesmo atuando em empresas, indústrias, instituições financeiras que tenham negócios ligados à atividade rural, o trabalho vai exigir dele um contato diretamente ligado ao campo.
O agrônomo ainda precisa se adaptar às novas tecnologias, ter preocupação ecológica e responsabilidade social. Ele pode trabalhar em várias áreas como em propriedades rurais (sítios, chácaras e fazendas), laboratórios e institutos de experimentação, indústrias (de fertilizantes, ferro, couro, bebidas, alimentícias, farmacêuticas, extrativas), bancos e instituições de financiamento e investimento, serviço público, instituições científicas, de pesquisa, de consultoria, e curso superior (com pós-graduação). O curso de agronomia dura cinco anos e o currículo dá ênfase a disciplinas como biologia, matemática, química, física, genética, sociologia, economia. O estágio é obrigatório.
fonte:Gazeta Digital
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