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BB autoriza reescalonamento do custeio do arroz

Parcelas que venceriam em outubro podem ser diluídas pelos arrozeiros.


A Superintendência do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul anunciou nesta sexta-feira que a parcela de custeio da safra de arroz que venceria neste mês de outubro poderá ter seu pagamento diluído pelos arrozeiros gaúchos. A decisão foi comunicada ao presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha. O líder arrozeiro cogitou a medida com os dirigentes da Superintendência Estadual do Banco do Brasil durante as atividades da 7ª Abertura Oficial do Plantio da Lavoura de Arroz, em Camaquã, no último dia nove de outubro.

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A Federarroz alerta que o novo cronograma de pagamento não é automático e o produtor rural precisa encaminhar solicitação formal justificando as dificuldades para liquidação da dívida. Além disso é preciso reunir documentação, como comprovante de depósito, e passar pelos trâmites de praxe do Banco do Brasil. A parcela de outubro, exclusivamente de custeio, poderá ser parcelada com vencimento de 40% neste mês, 30% em novembro e 30% em dezembro.

EGFs – Quem deve parcelas de custeio e EGF terá outra situação de pagamento. Se a parcela do EGF, com vencimento em outubro, for igual ou superior a 40% da parcela de custeio, ele precisa quitar primeiramente o empréstimo em outubro e o custeio será dividido em duas parcelas de 50% a vencer em novembro e dezembro. No caso de a parcela do EGF ser inferior a 40%, a forma de pagamento também é alterada: nesse caso, o arrozeiro precisa efetivar em outubro o pagamento da parcela de EGF e parte do valor da parcela de custeio até que se complete o equivalente a 40% do valor total do custeio. Em novembro, o rizicultor precisa quitar parcela de 50% do valor remanescente do custeio e, por final, em dezembro, efetuar a liquidação do valor residual.

O presidente da Federarroz, Renato Rocha, considerou o anúncio importante e oportuno, em razão do momento de comercialização. “A medida poderá retirar do mercado mais de 400 mil toneladas de arroz e dar mais fôlego aos produtores, que estão preocupados em quitar seus compromissos”, considera. Rocha, que aguarda agenda em Brasília nesta semana, acredita que o governo federal não terá alternativa se não intervir no mercado por meio de mecanismos de comercialização, diante da realidade atual de preços abaixo do preço mínimo de garantia para o arroz. “Está previsto em lei e há orçamento para isso”, lembrou.


Fonte: Federarroz

Luiz Carlos

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