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Milho mais caro faz aumentar preço da carne de frango

O elevado encarecimento do milho, principal insumo utilizado na criação de aves, está fazendo o consumidor brasileiro pagar mais caro pela carne de frango. O preço do milho no mercado interno aumentou mais de 50% no período janeiro/outubro e empurrou para cima os preços no varejo da carne de frango. Por causa desse insumo, o consumidor pagará mais caro esse alimento no fim do ano.

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Clever Pirola Ávila, explicou que o preço final ao consumidor aumenta somente em razão desse que é um dos principais insumos da cadeia produtiva da avicultura industrial.

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O preço da saca de 60 kg de milho estava em 17 a 18 reais em janeiro e, hoje, situa-se em 24 a 25 reais. No centro-oeste, o preço de leilão está em 13,98, mas os custos logísticos elevam o preço no grão que chega ao grande oeste catarinense, onde situa-se o maior parque agroindustrial do setor avícola do país, custando 50% mais caro.

O problema resulta da escassez. Santa Catarina produz 4 milhões de toneladas de milho e precisa, todos os anos, importar cerca de 1,5 milhão de toneladas, socorrendo-se do Paraná e do Centro Oeste ou de importações.

A produção brasileira de milho, neste ano, foi de 56 milhões de toneladas. Ao final de setembro havia 33,6 milhões de toneladas em estoques públicos e privados e o ano deve encerrar com um estoque de passagem de 12,6 milhões de toneladas.

Clever Ávila mostra que o problema situa-se nas deficiências logísticas e nos custos de produção. A situação das estradas e portos provocou a explosão dos custos logísticos do agronegócio: entre 2003 e 2009, os gastos de transporte saltaram, em média, 147%, enquanto a inflação no mesmo período foi de 48%, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais. Nos Estados Unidos e na Argentina, principais concorrentes do País, o avanço foi de 16% e 35%, respectivamente.

A ACAV defende a construção da “Ferrovia do frango”, também chamada de leste-oeste, para transportar a produção industrial do oeste aos portos catarinenses. Outro projeto essencial para o sistema agroindustrial barriga-verde é a extensão da Ferroeste, do Paraná, ferrovia que ligaria Chapecó ao Mato Grosso do Sul. Esta seria vital para transportar matéria-prima (milho e farelo de soja) do centro-oeste para Santa Catarina.
Estudos da Ferroeste revelam que o ramal Chapecó-Paraná será alimentado pelo fluxo de grãos entre o Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, a exportação de carne congelados de aves e suínos, o transporte de calcário da região metropolitana de Curitiba e de fertilizantes do porto para as regiões produtoras, a movimentação de derivados de petróleo, e a distribuição dos armazéns de grandes empresas agroindustriais.
“Enquanto essas obras não saem do papel, os custos de produção continuam altos, prejudicando criadores, indústrias e consumidores”, finaliza o presidente da ACAV.

Fonte: MB Comunicação

Luiz Carlos

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