Categories: Notícia

Com o fim do Vazio Sanitário da Soja

Com o fim do Vazio Sanitário da Soja, começa o plantio da nova safra em MS

Com o fim do vazio sanitário da soja e a chegada das chuvas, os produtores se preparam para iniciar o plantio da oleaginosa. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) estima que haverá mais de 1,7 milhão de hectares plantados nesta safra no Estado. A determinação do vazio, que termina nesta quinta-feira, 30 de setembro, serve para que a incidência de ferrugem asiática sobre a soja seja menor e evite maiores perdas, mas de acordo com o engenheiro agrônomo da Federação, Lucas Galvan, o plantio deve começar mesmo só na segunda quinzena de outubro, como recomendado pelo zoneamento agrícola de risco climático do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

Publicidade


Como determinação do MAPA, o zoneamento agr ícola se baseia na média histórica de chuvas para fazer as previsões sobre as melhores épocas para o plantio. Segundo Galvan, o que acontece é que apenas os produtores que respeitarem a recomendação terão acesso aos instrumentos de política agrícola, como crédito rural e seguro rural. “Quem vai plantar com recursos próprios pode iniciar o plantio. Mas para este ano todo cuidado é pouco, uma vez que as previsões dos meteorologistas indicam que haverá uma estiagem em janeiro por conta da influência do fenômeno La Ninã”, explica.

A ferrugem asiática é um fungo que causa a desfolha precoce da planta e com isso a redução na produção de grãos. “Com o vazio, o fungo fica sem seu principal habitat, o problema demora mais a aparecer e o gasto com fungicidas e a queda de produção é menor”, aponta Galvan. São três meses de vazio sanitário, que este ano começou no dia 1 de julho. Além de Mato Grosso do Sul, os estados de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Maranhão também aplicam a medida para a produção de soja.

O vazio sanitário foi instituído em Mato Grosso do Sul pela Lei Estadual 3.333 e a fiscalização é feita pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). Por um período de três meses fica determinada a ausência completa de plantas de soja e o produtor que não cumpre está sujeito à multa. A legislação foi uma exigência da classe produtora para que exista controle de plantas voluntárias, cadastramento das áreas com cultivo de soja, monitoramento da cultura e informação de foco da doença na lavoura.
fonte: A Crítica de Campo Grande

Lucas Motta

Published by
Lucas Motta

Recent Posts

Calor Extremo: O alerta da ONU que ameaça a comida no seu prato

O calor extremo está levando o agro ao limite. Relatório da ONU revela perdas bilionárias…

1 hora ago

El Niño Godzilla: O fenômeno extremo que pode mudar tudo

O El Niño Godzilla ameaça a safra brasileira com secas severas e inundações. Entenda como…

1 hora ago

Coruja-buraqueira foge do padrão das outras corujas: 4 hábitos curiosos que explicam seu comportamento diurno

Coruja-buraqueira surge em cenários inesperados durante o dia, contrariando o comportamento típico associado às corujas.…

5 horas ago

Estreito de Ormuz: O gargalo logístico que trava o agro mundial

O bloqueio do Estreito de Ormuz dispara preços de fertilizantes e ameaça a safra 2026/27.…

5 horas ago

Teiú surpreende pelo que faz ao amanhecer: 5 hábitos curiosos que explicam por que ele aparece perto de casas

O teiú é um daqueles animais que parecem surgir do nada ao amanhecer, especialmente em…

5 horas ago

O agronegócio de R$ 16 bilhões da Ceagesp

A Ceagesp movimenta R$ 16 bilhões anuais e 3 milhões de toneladas de alimentos. Descubra…

5 horas ago

This website uses cookies.