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Trigo: panificadoras seguram preço, por enquanto

Preço do pão deve se manter estável pelos próximos 30 dias nas padarias de Mato Grosso. Após esse período, o setor estima alta de entre 6% a 20% no preço do alimento. O cenário vai na contramão do que foi anunciado pelo governo federal, de que não há motivos para aumento no preço do pão, mesmo com quebra na safra de trigo em alguns países.

O assessor administrativo do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado de Mato Grosso (Sindipan), Aparecido da Silva, explica que, por enquanto, os estabelecimentos do Estado não deverão repassar o reajuste para o consumidor. Segundo ele, ainda não há movimento para que as panificadores alterem o preço.

Mas o proprietário de uma indústria de panificação em Cuiabá, João Pressoldi, afirma que o preço do pãozinho deve aumentar nos próximos 30 ou 40 dias. Ele justifica que a suspensão das exportações de trigo produzido na Rússia, que diminuiu a oferta de produto no mercado brasileiro, já acresceu em 10% o preço da farinha de trigo. Conforme ele, há expectativa de uma nova alta que poderá chegar a 20%. Ele ressalta que o reajuste para o consumidor deve ficar em 15%. "Por enquanto temos estoque de farinha para atender a demanda atual. A ainda não repassamos o preço para os revendedores".

Já o gerente comercial do Moinho Mato Grosso, Cleber Almeida, afirma que a alta observada no mercado interno, um julho deste ano, quando a compra de trigo in natura chegou 38%. Ele ressalta que um acréscimo de 5% já foi repassado para as panificadores do Estado. "A saca de 50 quilos da farinha custava cerca de R$ 64, no momento está valendo R$ 67".

Mas avisa que até o final deste mês outros 20% serão acrescidos no preço da farinha de trigo. Ele contesta a afirmação do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria, José Joffre, de que "se o preço do pãozinho ficar mais salgado, nada terá a ver com a seca que prejudicou as lavouras de trigo na Europa, mas sim o fato de que muitas panificadoras aproveitam o problema no mercado internacional para repassar custos com energia, embalagens e até com o salário dos padeiros". Almeida confirma que o reajuste será repassado integralmente para os estabelecimentos mato-grossenses. "Por enquanto, estamos trabalhando com estoque".

O proprietário de um padaria em Cuiabá, Adenir Barbosa da Silva, também garante que o preço atual do pão deve ser mantido por, no máximo, um mês. Conforme ele, o preço do pão está a R$ 7,99 o quilo, mas deve ser acrescido em 6%.

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Luiz Carlos

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