Os sojicultores do Oeste da Bahia devem acessar o site da Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia – Aiba para cadastrar ou atualizar os dados de suas propriedades para fins de controle do Vazio Sanitário da Soja, estabelecido pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e executado pelo Governo do Estado da Bahia através da Secretaria da Agricultura (Seagri)/Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). O Vazio da Soja é uma medida de controle da doença “ferrugem asiática”, que no passado chegou a comprometer cerca de 30% das lavouras na região. No período que vai de 15 de agosto a 15 de outubro, o plantio do grão é proibido no cerrado baiano. Esta medida tem como objetivo quebrar o ciclo de reprodução do fungo causador da doença.
De acordo com Portaria da Adab, todo proprietário, arrendatário ou ocupante a qualquer título de propriedade produtora de soja, inclusive aqueles que utilizem quaisquer sistemas de irrigação, deverão realizar a cada ano o cadastramento da propriedade, assim como comunicar as eventuais alterações deste no site da Aiba. "Quem não se cadastra não está pensando na coletividade e estará fora da lei", conta o diretor executivo da Aiba, Alex Rasia. As penalidades previstas em caso de descumprimento do vazio sanitário da soja são multa, interdição da propriedade e descredenciamento para o crédito rural.
Prejuízos passados
Na safra 2002/03 a praga destruiu 30% da plantação de soja da região Oeste da Bahia. Por isso, desde o ano passado, o vazio sanitário se tornou obrigatório na região, mesmo ocorrendo praticamente de forma natural, já que nela a estação de chuvas é bem definida. O plantio ocorre em novembro e dezembro e a colheita entre março e abril. "A obrigatoriedade é imposta pelo Ministério da Agricultura para evitar polêmicas com outros estados, onde ocorrem chuvas", afirma Rasia.
A única forma de controle da ferrugem, além do vazio sanitário, é a aplicação de fungicida. Estudos da Embrapa Soja apontam que os fungicidas protegem, em média, por 25 dias. "O conhecimento exato da área plantada com soja nos permite maior precisão do monitoramento e controle do fungo", diz o presidente da Fundação Bahia, Amauri Stracci. Segundo o presidente, com as aplicações preventivas outras doenças causados por fungos são controladas. Para Alex Rasia, a adoção das medidas preventivas contra a ferrugem trouxe outros benefícios para a região. "Antes, nossa média de produtividade não passava de 40 sacas por hectare. Agora, chegamos a 51 sacas/ha", conta Rasia
Fonte: Aiba
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