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Exportações de álcool e açúcar crescem em MS

Se na maior parte do país as exportações de açúcar e álcool caíram, em Mato Grosso do Sul a situação é outra, dados do ministério do desenvolvimento, indústria e comércio apontam que a receita obtida com as negociações desses produtos aumentou 71% em relação ao ano passado e os números podem crescer ainda mais.

Nunca se produziu tanto açúcar e álcool em Mato Grosso do sul. a expectativa é chegar a dois bilhões de litros de etanol e um milhão e duzentas mil toneladas de açúcar. É o resultado do processamento de trinta e oito milhões de toneladas de cana plantadas no estado. Os reflexos estão na balança comercial, no mês de junho deste ano os dois produtos aparecem na segunda posição das exportações, com uma receita que beira os 37 milhões de dólares. Um crescimento de cento e sessenta e quatro por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

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“Nenhum outro setor mostrou um crescimento tão substancial, e agora temos ainda outro parceiro que é a Índia”, afirma o diretor corporativo Fiems, Jaime Verruck.

Os números de MS destoam da realidade nacional. As exportações de álcool e açúcar em todo o país diminuíram, a retração foi 4,67%. Mas isso não quer dizer que o setor perdeu dinheiro, ao contrário, ganhou é que o preço em dólar subiu , na média 45%.

Nossos principais parceiros estão espalhados pelo mundo. Países como a Índia, Sudão, Síria, Venezuela, Egito e Irã são grandes compradores. Em Mato Grosso do Sul, a cana de açúcar ocupa cerca de 400 mil hectares e, segundo especialistas, tem espaço para avançar sem agredir o meio ambiente. Na prática, o estado, hoje o quinto maior produtor de cana, poderia ganhar melhores posições no cenário nacional.

“O Estado tem duas características importantes a agricultura e o turismo, e o setor sub energético pode crescer sem prejudicar o setor ecológico”, diz o presidente da Biosul Roberto Hollanda.

Em todo primeiro semestre dez, dos treze principais produtos industrializados em Mato Grosso do Sul apresentaram crescimento de receita, numa comparação com o mesmo período do ano passado. Além do setor canavieiro tiveram destaque os frigoríficos, as indústrias de couro, de papel e celulose e a área de extração mineral.

Fonte: Jornal do Bolsão

Luiz Carlos

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