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Problemas na safra de laranja brasileira impulsionam os preços

Os preços do suco de laranja deverão aumentar nos próximos meses em decorrência de uma diminuição da safra brasileira da fruta. O Brasil, que é o maior produtor mundial de laranja, vê sua pior colheita em sete anos, resultado das condições desfavoráveis do clima e Brasil e da alta incidência de doenças. As informações são da Cutrale, uma das líderes na produção de suco.

O diretor executivo da empresa, Carlos Viacava, afirma que os contratos assinados com produtores brasileiros de laranja, que correspondem à metade do processamento mundial de suco de laranja, incluem aumentos de preços de 50 a 60%.

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“Para alguns dos produtores que estávamos pagando R$5/caixa, agora pagamos de R$14 a R$15”, afirmou Viacava.

Os preços FCOJ cresceram 95% desde janeiro de 2009 devido a quebra nas safras. Esse aumento se deu quando as previsões da Cutrale para a safra 2010/11 do cinturão da laranja no Brasil caíram 6,2% em relação ao ciclo 2009/10, a menor desde a safra 2003/2004.

O alerta para a alta dos preços chegou junto com a notícia da fusão entre a Citrosuco e a Citrovita, mostrando a consolidação da indústria brasileira de suco de laranja. Depois da junção, a companhia seria a maior processadora de suco, controlando 25% dos fornecimentos, colocando a Cutrale na segunda posição.

Laranja na Flórida

Caso a produção na Flórida, segundo maior produtor mundial, seja atingida por furacões neste verão (meteorologistas prevêem uma ativa temporada de tempestades nos EUA) os preços sentirão ainda mais o impacto, apontando um aumento mais expressivo.
 
Atualmente, a expectativa já é de uma baixa na safra por conta das geadas e do impacto da doença conhecida como greening.  A previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para a safra 2009/10 foi de 136 milhões de caixas, a menor em uma década e 15% menor do que 2008/2009.  

O analista de mercado especializado em suco de laranja François Sonneville, do banco Rabobank, disse que a concentração dos estoques no Brasil e nos Estados Unidos deixou os preços mais baratos. No entanto, “o recuo dos preços também fez com que as reservas ficassem mais vulneráveis às doenças e às condições climáticas extremas”.

Com informações do Financial Times
Tradução: Carla Mendes

Luiz Carlos

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