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Lucas do Rio Verde: Trigo como opção de cultura agrícola

Lucas do Rio Verde, um dos maiores produtores de soja e milho do país, novamente se vê envolta de um debate que afere a viabilidade do trigo no município.

Ainda em 2007 um médio agricultor – com o apoio da secretaria de agricultura e da Fundação Rio Verde – mostrou ao município que o cultivo, feito adequadamente com equipamentos de irrigação – era perfeitamente possível. Ontem à noite o assunto novamente voltou à tona, durante uma audiência no Clube Siriema, que identificou, sobretudo, que a cultura tem amparo e viabilidade econômica. As pesquisas mostram que a produtividade do trigo em lavouras com irrigação artificial, alcançou números interessantes.

Endossado pela secretária de Agricultura, Luciane Copetti, técnicos da Empaer afirmaram que em algumas áreas, a produtividade chegou a 60 sacas por hectare. "A cultura do trigo poderá ser uma alternativa para a segunda safra, substituindo o milho ou o arroz como rotação e até a soja como cultura permanente, desde que seja rentável", resumiram.
 
 O encontro reuniu um número expressivo de produtores, que ainda de forma bastante tímida, vêm mostrando interesse pela nova possibilidade agrícola. A grande dúvida dos presentes no encontro, porêm, era saber se os investimentos teriam rentabilidade, e se haveriam compradores interessados na produção. Para tirar essas dúvidas representantes da Moinho Mato Grosso, em parceria com a empresa Multigrain, estiveram no evento não só como interlocutores, mas como protagonistas principais desta iniciativa.
A Moinho Mato Grosso, que foi reativada no final de 2008, trabalha hoje com a moagem de 3.500 toneladas de trigo por mês. A intenção, segundo os representantes da empresa, é dobrar essa capacidade, mas para isso é necessário que haja produção no estado. Segundo eles, todo trigo beneficiado em Mato Grosso é oriundo do estado do Paraná.
O pesquisador da Emprapa, Hortencio Paro, comentou que a qualidade do trigo irrigado em Mato Grosso é comparada à produção do Canadá, considerada a melhor do mundo. “Isso se dá por que a colheita no estado acontece no final de agosto e início de setembro, que é um período seco”, comentou o pesquisador.
Perguntado sobre a rentabilidade para o produtor, Paro foi categórico: “Vai depender do preço oferecido pelos compradores. Eu diria que sem medo de errar, que o preço mínimo do trigo estabelecido pelo Ministério da Agricultura é um parâmetro, e se eles pagarem o preço mínimo está fechado o negócio”, finalizou.
O objetivo é estabelecer parcerias entre a empresa reativada em Cuiabá e os produtores que trabalham com sistema de irrigação, visando o fomento da cultura do trigo no estado. 

 

Fonte: Expresso MT

Luiz Carlos

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