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Opinião pública nos EUA reage contra fundo do algodão

Jornais consideram vitória do Brasil justa, mas questionam fato de contribuinte americano subsidiar brasileiros

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A opinião pública americana começou a reagir ao fundo de US$ 147 milhões prometido pelo governo dos Estados Unidos aos produtores brasileiros de algodão. Editoriais e blogs de jornais de prestígio questionam porque o contribuinte americano vai ter que subsidiar os produtores de algodão dos EUA e do Brasil.

"Ao invés de privar os produtores nacionais de subsídios, Washington vai pedir aos americanos para gastar ainda mais dinheiro, dessa vez para subsidiar os agricultores brasileiros", escreveu o Wall Street Journal.

A revista Time também disparou: "O que poderia ser mais ultrajante que os pesados subsídios que o governo dos EUA desperdiça com os ricos fazendeiros americanos de algodão? Que tal os pesados subsídios que o governo pode começar a desperdiçar com os ricos produtores de algodão brasileiros?"

Uma blogueira do San Francisco Chronicle resumiu a irritação está por trás da crítica dos jornais americanos: "Aparentemente não passou pela cabeça da administração Obama ou do Congresso acabar com os subsídios".

O fundo de US$ 147 milhões faz parte de um pacote de compensações oferecido pelos EUA ao Brasil na semana passada para evitar a retaliação contra produtos americanos, após processo vencido pelo Brasil na Organização Mundial de Comércio.

Nos textos, os jornais americanos reconhecem como justa a vitória brasileira e não criticam nem a ameaça de retaliação. O problema da opinião pública americana é a maneira como a administração Obama está lidando com isso.

Para o especialista em comércio e mentor do painel do algodão, Pedro de Camargo Neto, a reação é positiva para a batalha brasileira pelo fim dos subsídios americanos. "A criação desse fundo trouxe o assunto dos subsídios agrícolas novamente para o debate nos EUA", disse.

Camargo Neto acredita que o fundo vai manter o "holofote" sobre o algodão na reforma Farm Bill (Lei agrícola) dos EUA em 2012. Como as restrições fiscais americanas aumentaram após a crise, a pressão para reduzir os subsídios deve crescer.

Aftosa. Também irritou os americanos Obama ter prometido considerar Santa Catarina como área livre de febre aftosa. "Os EUA também balançaram sua varinha de condão e declararam o Estado brasileiro de Santa Catarina como área livre de doenças. E nós aqui que pensávamos que o boicote à carne bovina tinha realmente a ver com questões sanitárias", disse o WSJ.

 

Fonte: O Estado de São Paulo

Luiz Carlos

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