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Commodities Agrícolas

Pressão do dólar. Os preços futuros do café fecharam em baixa pelo terceiro dia consecutivo na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de quinta-feira cotados a US$ 1,3645 por libra-peso, retração de 280 pontos – a maior da semana – em relação ao dia anterior. A nova valorização do dólar no mercado internacional estimulou um movimento de vendas especulativas, o que pressionou as cotações do café, segundo a Dow Jones Newswires. Analistas consideram que os fundamentos não mudaram e o mercado segue sustentado pela menor oferta mundial de café, porém, pressionado pela grande safra brasileira próxima de ser colhida. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq fechou o dia a R$ 279,96 por saca, queda de 1,76%.

Saída dos fundos. O aumento das vendas de posições pelos fundos e traders fizeram as cotações do suco de laranja recuarem novamente na bolsa de Nova York na quinta-feira. Os contratos com vencimento em julho fecharam em 128,65 centavos de dólar a libra-peso, forte desvalorização de 410 pontos. Os especuladores estão liquidando suas posições compradas pela falta de notícias positivas, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O volume acumulado nas duas últimas sessões subiu para 10,489 mil contratos, o maior nível em quase três meses. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos pode manter sua estimativa para a safra de laranja na Flórida inalterada. No mercado interno, a caixa da laranja pera in natura subiu para R$ 17,60, segundo o Cepea/Esalq.

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Avanço do plantio. Especulações em relação ao clima motivaram a queda das cotações do milho na bolsa de Chicago na quinta-feira. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 3,595 o bushel, recuo de 8,25 centavos. Segundo a Bloomberg, a desvalorização se deveu a notícias de que o clima quente e seco na região central dos EUA irá permitir aos produtores plantar rapidamente, podendo chegar à maior safra do país. Quanto mais rapidamente a safra é plantada, maior é a chance de a cultura maturar antes de as temperaturas frias chegarem, disseram analistas. O declínio foi causado também por especulações de que o governo chinês pode vender estoques de milho, aliviando a escassez no país. No mercado interno, a saca saiu a R$ 18,27, alta de 0,5%, segundo o Indicador Cepea/Esalq.

Concorrência acirrada. Os futuros de trigo na bolsa de Chicago caíram, na quinta-feira, com o arrefecimento da demanda pelo cereal americano. Os papeis para julho fecharam a US$ 4,8250 o bushel, queda de 6,25 centavos. Em Kansas, o mesmo contrato fechou em US$ 4,9625, recuo de 6,75 centavos. Segundo a Bloomberg, a demanda pelo trigo dos Estados Unidos está enfraquecida porque produtores concorrentes estão oferecendo o cereal a preços mais competitivos. Nesse cenário, portanto, pesa também o ganho do dólar em relação à cesta das principais moedas do mundo, que está reduzindo a atratividade das exportações americanas. No mercado interno, o preço do trigo ficou estável em R$ 23,67 a saca de 60 quilos no Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura do Estado.

Luiz Carlos

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