O governo federal deve editar, nos próximos dias, uma portaria regulamentando o escoamento da produção agrícola e preços mínimos para a produção de grãos de Mato Grosso do Sul. A informação foi dada pelo secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, e pelo secretário-executivo do Mapa, José Gerardo Fontelles.
A portaria atende a uma solicitação do deputado federal, Dagoberto Nogueira (PDT). Fontelles acredita que a comercialização, através da realização de leilão, aconteça já no início de abril
“Nós conseguimos convencê-los [técnicos do Mapa e da Fazenda] que o leilão de compra do governo federal vai assegurar um preço mínimo para o milho, feijão, arroz, trigo, café e algodão. Se, caso isso não ocorrer, o produtor vai ficar nas mãos de especuladores o que pode comprometer a produção nas próximas safras, uma vez que a produtividade está elevada”, destacou Dagoberto.
O Mato Grosso do Sul tem cerca de 670 mil toneladas de milho estocadas em armazéns. “É preciso que o Governo federal abra espaços para a nova safra de grãos”, atenta o parlamentar. A intenção é de que, pelo menos parte desse volume, seja remanejada para outros Estados.
Segundo o deputado, dados da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), levantados em janeiro, apontam a necessidade de que 150 mil toneladas de milho sejam remanejadas.
Conforme Márcio Portocarrero, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, a portaria será publicada na próxima semana.
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