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Brasil registra primeiro clone de zebu

A Associação Brasileira de Criadores de Zebu realizou  o registro oficial do primeiro animal clonado da raça nelore no Brasil. A fêmea de três meses de vida, batizada de Divisa da Mata Velha TN, pertence à Fazenda Mata Velha e foi clonada a partir de uma grande campeã em concursos da raça. No Brasil, ao contrário do que já ocorre nos Estados Unidos, a legislação não permite a comercialização de produtos e subprodutos oriundos de animais clonados. O foco dos processos de clonagem que ocorrem hoje no país é a preservação do patrimônio genético de animais de elite. 

O primeiro clone bovino brasileiro e da América Latina nasceu há oito anos. Batizada de Vitória, a fêmea nasceu graças aos avanços com a biotécnica alcançados pelos pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen). “A eficiência da técnica ainda é muito baixa e o seu desenvolvimento no médio e longo prazo é que vai definir qual será o seu impacto na pecuária. A pesquisa, no entanto, trabalha com a meta de utilizar a clonagem nos rebanhos comerciais”, afirma o coordenador das pesquisas de reprodução anima do Cenargen, Rodolfo Rumpf. Hoje, o custo para produzir um animal clonado é de aproximadamente R$ 50 mil.

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Em 2008, após quatro anos de estudos, a Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula a venda de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, liberou o consumo de produtos provenientes de animais clonados. Para chegar a esse veredicto, a agência rastreou as propriedades nutricionais e os possíveis efeitos tóxicos da carne e do leite de bovinos, suínos e caprinos clonados. A conclusão é a de que são idênticos aos produtos tradicionais. “Eu diria que, dentro de um cenário muito positivo, ainda temos pelo menos dez anos de pesquisas para que os produtos e subprodutos de clones, e filhos de clones, comecem a chegar à mesa dos brasileiros”, avalia Rumpf.

O nascimento da Divisa da Mata Velha TN aconteceu no dia 1º de setembro de 2009, dois anos após a coleta do material genético da doadora e foi resultado de um convênio tecnológico entre a Embrapa e a empresa Geneal. De acordo com o presidente da ABCZ, José Olavo Borges Mendes, o registro representa um passo na formalização desses animais. "É uma grande conquista, porque, apesar do melhoramento genético ser nossa principal meta, sempre teremos animais de mérito genético singular, que podem contribuir para resgatarmos qualidades e funcionalidades de interesse do mercado. A clonagem também possibilita a preservação dessa genética", destaca. Outras raças que também fazem registro de clones são jersey e holandês

Fonte: Terra

Foto: Mauricio Farias/ABCZ

Luiz

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