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Dólar sobe e atinge maior valor em 4 meses

Diante de um cenário internacional pouco amistoso, o dólar saltou 1,24% e foi a R$ 1,793, patamar que não alcançava desde setembro do ano passado. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o que se viu foi uma queda expressiva de 2,44%.

A China voltou a agitar os mercados. Isso ocorreu porque o presidente da comissão de regulação bancária sinalizou que o país asiático pode tomar medidas para limitar a expansão do crédito, como forma de conter o aquecimento econômico.

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Quedas expressivas foram registradas nas principais Bolsas de Valores do mundo. A China é um dos grandes consumidores de commodities do planeta. Assim, se limita seu crescimento, acabará por afetar os preços nos mercados internacionais, o que é preocupante especialmente para países como o Brasil, muito dependente de suas commodities.

"A China começou o ano com ajustes fortes, e devem surgir mais medidas por aí. Se a China cresce menos, a demanda por commodities vai diminuir, o que afeta diretamente nosso país", diz Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

"Porém, mesmo com esse cenário, o câmbio parece que já exagerou um pouco. É claro que o câmbio reflete a maior preocupação no cenário internacional, mas o dólar tem subido forte e rapidamente demais. Seria mais razoável se estivesse mais perto de R$ 1,70 do que de R$ 1,80", afirma.

A elevação da moeda norte-americana ontem não se restringiu ao real. Em relação ao euro, por exemplo, o dólar registrou alta de 1,30% e foi a seu mais elevado patamar desde agosto. Na Europa, a Bolsa de Londres recuou 1,67%. Em Frankfurt, houve baixa de 2,09%.

O mercado acionário norte-americano também teve de lidar com os resultados trimestrais de grandes bancos. O índice Dow Jones recuou 1,14%. Das 30 ações que formam o Dow Jones, 24 caíram ontem.

Na Bolsa brasileira, apenas 6 das 63 ações que entram no Ibovespa escaparam da baixa. No topo ficaram BRF Foods ON, com ganhos de 2,55%, Souza Cruz ON (0,46%) e CCR Rodovias ON (0,45%). Com as commodities em baixa, as ações mais negociadas da BM&FBovespa encerraram com depreciações expressivas. O resultado negativo de ontem levou o Ibovespa aos 68.200 pontos, o que representa queda de 0,57% no mês.

Fonte: Fabricio Vieira, Folha de São Paulo

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