Plano de zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar, que proíbe o plantio da cultura em 81,5% do território brasileiro, não foi bem aceito pelos produtores. Clímaco Cézar de Souza, da Agrovision Consultoria, defende que o zoneamento será a “destruição da esperança brasileira em cima de um novo aspecto de etanol e energia renovável”. Ele resume a ação como algo que “impede o avanço da cana brasileira em todos os locais”.
Clímaco afirma que estudou o plano e que ele só permite o avanço em áreas de pecuária. “Assim, também, você vai acabar com a pecuária de leite e de corte… Com isso você vai destruir mais dois setores”. Ele afirma ainda que essas decisões são tomadas sem nenhuma base científica. “Isso, na verdade, foi feito apenas para o Brasil entrar no G-8 e no Conselho de Segurança da ONU. É preciso se investira muito bem isso, pois é um absurdo que o setor sucroalcooleiro tenha que pagar o pato. Quando o povo brasileiro foi consultado para saber se é interessante para o país entrar no G-8 e no Conselho de Segurança da ONU”.
Ele diz que, de acordo com estudos científicos, acabar com o plantio de cana no Brasil é uma “burrada ecológica”. “Deixando de lado a questão do etanol, só o plantio de cana no Brasil recupera de 6 até 30 vezes mais CO2 que a manutenção de florestas densas”.
Fonte: Canal terraviva – Notícias Agrícolas
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