Pix também vai modernizar transações financeiras no agronegócio.
Sistema também vai servir para agilizar pagamentos em diversas situações do dia a dia do produtor rural.
O Pix, novo sistema de pagamentos que deve revolucionar os meios eletrônicos, começa a funcionar no Brasil no próximo dia 16 de novembro. A novidade, desenvolvida pelo Banco Central, incentivará a competição entre os bancos, contribuindo para a digitalização dos pagamentos e o fim do papel- moeda. E também promete impactar positivamente o setor do agronegócio.
O que é o Pix?
É um sistema de pagamentos instantâneo, que vai funcionar 24h por dia, 7 dias da semana, 365 dias por ano, sem tarifas – pelo menos não para a pessoa física. Segundo a professora de Economia e coordenadora do Núcleo de Estudos da Conjuntura Econômica da FECAP, Nadja Heiderich, o Pix promete trazer maior agilidade às transações financeiras e aos pagamentos.
“O Pix vai reduzir o custo ao pagador e ao recebedor, fazendo com que a gente não precise mais andar com troco, uma vez que o pagamento pode ser realizado no mesmo momento da transação. E o recebimento acontece em torno de 10 segundos, ou até menos, na transferência de uma conta para outra”.
Benefícios para o agro
Segundo a especialista, no caso do agronegócio, o Pix também vai servir para agilizar os pagamentos em diversas situações. “Na feira, o feirante vai poder realizar o pagamento instantaneamente ao seu fornecedor, trazendo mais segurança de fluxo de caixa para os pequenos produtores. Não só o feirante para produtor, mas consumidor para o feirante. Trará mais agilidade e praticidade em termos desses pagamentos”.
O Pix também pode beneficiar pequenos produtores que dependem de uma renda imediata e não estão tão acostumados com as transações digitais. “Nas áreas rurais, a quantidade de agências bancárias é menor e de acesso mais difícil. De maneira digital, os produtores poderão realizar pagamentos e ter recebimentos de forma mais rápida, fazendo um fluxo de caixa mais controlado, dado que ele depende dessa renda mais imediata”, exemplifica.
Além disso, quando houver necessidade, o produtor poderá realizar transações para obter insumos de maneira mais rápida. Contudo, a princípio, por conta das limitações de conectividade para usar a ferramenta no campo, algumas dificuldades poderão ser encontradas.
“A conexão de fato ainda é um problema nas áreas rurais do Brasil, mas a pandemia acelerou o processo de digitalização. Vários produtores têm investido em soluções de tecnologia. Existe também um movimento das operadoras de telefonia para investir em maior tecnologia para acesso a áreas rurais, diante dessa nova realidade e demandas surgidas por conta do distanciamento. Mas o Pix também tem soluções off-line, e o produtor pode gerar um QR code e enviar para o consumidor, para esse realizar o pagamento on-line. O Banco Central ainda estuda o pagamento ser realizado off-line, mas o recebimento ocorrer on-line”.
Nadja finaliza dizendo que o sistema Pix virá, de fato, para revolucionar o sistema de pagamento no Brasil. “Você não precisa mais esperar para realizar um TED ou um DOC. Como ele é instantâneo, você não precisa mais da necessidade de dinheiro físico. Na corrida para atender o consumidor, as instituições financeiras vão tentar trazer mais benefícios para o consumidor final, o que vai gerar uma melhora da qualidade dos serviços financeiros prestados, maior poder de escolha do consumidor e menor custo”, conclui.
FONTE: DATAGRO.
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