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Balança comercial registra superávit de US$ 1,29 bilhão

Balança comercial registra superávit de US$ 1,29 bilhão na segunda semana de maio.

No período de cinco dias úteis, corrente de comércio chega a US$ 6,346 bilhões.

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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,29 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,346 bilhões, na segunda semana de maio de 2020 – com cinco dias úteis -, como resultado de exportações no valor de US$ 3,818 bilhões e importações de US$ 2,528 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No ano, as exportações totalizam US$ 77,035 bilhões e as importações, US$ 61,559 bilhões, com saldo positivo de US$ 15,477 bilhões e corrente de comércio de US$ 138,594 bilhões.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas a média diária até a segunda semana de maio de 2020 (US$ 967,41 milhões) com a de maio de 2019 (US$ 936,02 milhões), houve crescimento de 3,4%, em razão do aumento nas vendas na Agropecuária (69,9%).  Por outro lado, houve queda de vendas na Indústria Extrativa (-32,1%) e de produtos da Indústria de Transformação (-7,6%).

O aumento nas exportações foi puxado, principalmente, pela elevação nas vendas dos seguintes produtos agropecuários: Soja (+ 86,7%); Café não torrado (+ 46,1%); Arroz com casca, paddy ou em bruto (+ 595,2%); Especiarias (+ 122,9%) e Madeira em bruto (+ 155,7%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de maio de 2020 (US$ 599,8 milhões) ficou -11,8% abaixo da média de maio do ano passado (US$ 680,37 milhões). Nesse comparativo, caíram os gastos com Agropecuária ( -4,0%); Indústria Extrativista (-53,5%) e produtos da Indústria de Transformação ( -8,5%).

A queda das importações foi puxada, principalmente, pela diminuição dos gastos com os seguintes produtos agropecuários: Milho não moído, exceto milho doce ( -93,1%); Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( -42,3%); Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( -31,7%); Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais ( -15,5%) e Tabaco em bruto ( -37,3%).

Já na Indústria Extrativista, a queda das importações ocorreu devido à diminuição dos gastos com a compra de Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( -86,9%); Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado ( -27,4%); Minérios de cobre e seus concentrados ( -65,9%); Gás natural, liquefeito ou não ( -14,0%) e Fertilizantes brutos, exceto adubos, ( -37,6%).

Finalmente, na Indústria de Transformação, a queda das importações foi puxada pela diminuição do volume de compras com Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, ( -63,2%); Veículos automóveis de passageiros ( -71,0%); Partes e acessórios dos veículos automotivos ( -46,9%); Veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais ( -79,5%) e Geradores elétricos giratórios e suas partes ( -43,4%).

FONTE: DATAGRO.

Cristina Crispa

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