Apoiado pelo Brasil, chinês é eleito novo diretor da FAO. Qu Dongyu sucederá o brasileiro José Graziano da Silva, que, em julho, termina seu segundo mandato à frente do orgão da ONU.
O vice-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Qu Dongyu, foi eleito neste domingo (23/6) o novo diretor geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, na Itália. Já no primeiro turno de votação, ele obteve a maioria necessária, recebendo 108 de 191 votos possíveis entre as delegações participante da 41ª Conferência, iniciada neste fim de semana, na capital italiana.
Dongyu será o nono chefe da FAO desde quando a instituição foi criada, em 1945. O chinês superou Davit Kirvalidze, da Geórgia (12 votos), e Catherine Geslain-Lanéelle, da França (71 votos) e sucederá o brasileiro José Graziano da Silva, que em 31 de julho próximo, encerra seu segundo mandato na instituição. A nova gestão começa em primeiro de agosto e vai até 31 de julho de 2023.
“Agora a eleição acabou. Defenderei os princípios da abertura, justiça e transparência, sendo neutro e imparcial. Colocarei todos os meus esforços e meu comprometimento, liderando todos os integrantes do sistema FAO para pensar em todos os países-membros e trabalhar pelos povos e agricultores, disse ele, em seu discurso depois de eleito.
Em postagem no Twitter, o atual diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, parabenizou Dongyu pela eleição. “Espero que meu sucessor continue a liderar a Organização na construção do Fome Zero no mundo e na promoção de sistemas alimentares sustentáveis que assegurem dietas saudáveis a todos.”
O diretor-geral eleito venceu a disputa com uma proposta de reformas na organização para tornar mais ágeis as respostas às demandas. No sábado (22/6), nas apresentações oficiais dos candidatos, Dongyu destacou também a importância da tecnologia e da digitalização na agricultura.
Disse ainda que a FAO, mais do que utilizar a ciência e a tecnologia, deve ter abordagens inovadoras. E prometeu atenção às mulheres e pequenos produtores. “Pretendo fazer da FAO uma grande família, unida, eficiente, ativa e humanizada. Vou promover maior sinergia com nossos parceiros, fazendo da FAO mais visível e aumentando sua influência”, disse ele, no sábado.
O Brasil apoiou a candidatura de Dongyu. Na sexta (21/6), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que está chefiando a delegação brasileira em Roma, se reuniu com o ministro da Agricultura chinês, Han Changfu, e reafirmou o compromisso com a eleição do representante do país para a direção da FAO.
Em nota oficial e em postagens nas redes sociais, o Ministério da Agricultura destacou o comprometimento do novo diretor da FAO com a transparência e a imparcialidade.
“Sua pauta é voltada para a facilitação da agenda internacional de países em desenvolvimento e inclusão digital no campo”, publicou o Ministério da Agricultura, em sua conta oficial no Twitter.
A ministra Tereza Cristina participou da votação. Também via Twitter, ela ressaltou o apoio brasileiro ao diretor eleito e parabenizou o brasileiro José Graziano pelos oito anos à frente da FAO.
Fonte: Globo Rural.
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