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Abertura de novos mercados após bloqueio de sauditas

Associação pede abertura de novos mercados após bloqueio de sauditas.

Avicultura catarinense alerta para a possibilidade de o produto não escoado para o exterior elevar a oferta interna.

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Após a Arábia Saudita ter desautorizado indústrias de frango do Brasil a exportar ao país a Associação Catarinense de Avicultura (Acav) disse que é urgente abrir novos mercados, em “ação coordenada do setor privado com os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores”. Em nota, a Acav alerta para a possibilidade de o produto não escoado para o exterior elevar a oferta interna.

No caso específico de Santa Catarina, a associação avalia que o efeito da medida saudita é relativamente pequeno, pois atingiu apenas duas companhias do setor. “A empresa Vossko, de Lages, foi desabilitada e a unidade de perus da BRF, em Chapecó, não chegou a ser habilitada porque estava em regime de lay-off, com produção paralisada, quando a missão técnica da Arábia Saudita esteve no Brasil”, em 2018, diz a nota. De acordo com a entidade, tanto a Vossko quanto a BRF devem iniciar tratativas para a reabilitação.

A Acav também recomenda e aprova a decisão do governo federal e de representantes do setor de aves de enviar uma missão oficial mista, com membros da indústria e do governo, à Arábia Saudita para estabelecer negociações que solucionem o impasse entre os sauditas e os frigoríficos.

A última missão oficial da Arábia Saudita esteve no Brasil em 2018 para inspecionar as unidades exportadoras de carnes e proceder a renovação da certificação do abate halal e, desse processo, resultou que cinco plantas não foram certificadas.O Brasil tem, atualmente, 58 plantas habilitadas pelo Ministério da Agricultura a embarcar ao mercado saudita, mas somente 30 estavam efetivamente embarcando produtos àquele país.

Com o relatório da missão, enviado ao governo brasileiro na noite de segunda-feira (21), a Arábia Saudita manteve a autorização para 25 plantas frigoríficas de carne de frango brasileira. Cinco das unidades autorizadas se localizam em território catarinense: duas da BRF (Videira e Capinzal) e três da Seara/JBS (Itapiranga, Itaiópolis e Ipumirim).

Santa Catarina é o segundo maior Estado produtor e exportador de carne de frango, tendo, em 2018, embarcado para 135 países 1,4 milhão de toneladas da proteína. Com isso, a geração de divisas ficou em US$ 1,8 bilhão.

Fonte: Estadão Conteúdo.

Douglas Carreson

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