Categories: Economia

Alimentos ajudam a derrubar inflação

Alimentos com maior peso no consumo das famílias ajudam a derrubar inflação.

Mas há produtos que têm registrado alta, em função do clima nos primeiros meses do ano, o que afeta as hortaliças, por exemplo.

Publicidade

Os preços de alimentos com importante peso no índice que reflete consumo das famílias tiveram desempenho favorável para a redução dos gastos no mês de maio, de acordo com o IPCA-15 – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (23) para maio. Neste mês, foi registrada variação do índice de 0,14%, a menor taxa para um mês de maio desde o ano 2000, quando ficou em 0,09%. O IPCA acumulado até maio ficou em 1,23%, menor nível para o período janeiro a maio desde a implantação do Plano Real.

Na variação do mês, enquanto cebola (35,68%), hortaliças (6,10%), feijão-carioca (3,75%) e leite longa vida (4,44%) apresentaram alta, itens importantes tiveram queda: açúcar cristal (-3,90%), pescados (-3,51%), frango inteiro (-1,60%), arroz (-1,35%) e frutas (-0,97%).

Tomando-se o aumento acumulado do IPCA-15 de janeiro a maio, os grupos de produtos que apresentaram crescimento dos preços acima da inflação foram tubérculos, raízes e legumes (27,3%); hortaliças e verduras (15,7%); frutas (11,9%) e leite e derivados (3,9%).

De acordo com o coordenador geral de Estudos e Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques, “vários fatores podem ter influenciado esse aumento dos preços, mas os mais prováveis são, o tempo, que nos primeiros meses do ano é chuvoso, e a variação relacionada à sazonalidade dos produtos, principalmente das hortaliças.

Por outro lado, observa Gasques, “os cereais (-6%), carnes (-1%), e aves e ovos (-4,4%) têm tido reduções de preços neste ano. Como esses produtos têm peso elevado nas gastos das famílias, a sua contribuição tem sido favorável aos resultados do índice de inflação.

Como a safra de grãos prevista para 2017/2018, de 232,6 milhões de toneladas, pode ser considerada elevada, “é de se esperar que seus resultados continuem mantendo baixo o crescimento dos preços aos consumidores de vários produtos que fazem parte do IPCA, avalia o coordenador do Mapa.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de abril a 15 de maio de 2018 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de março a 13 de abril de 2018. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

#alimentos #consumo #preços #mercado #inflação

FONTE: MAPA.

Cristina Crispa

Published by
Cristina Crispa

Recent Posts

Preço do Boi China: SP e Pará lideram teto do mercado

O preço do boi china a prazo atinge marcas importantes neste sábado. Confira a tabela…

22 horas ago

Prejuízo no oceano? Como rêmoras pesam nos hospedeiros

Mecanismo de sucção das rêmoras representa um dos maiores triunfos da engenharia biológica nos oceanos…

22 horas ago

Alerta na zootecnia: o segredo do tamanduá-bandeira

O enriquecimento ambiental para tamanduá-bandeira é uma metodologia zootécnica essencial que utiliza estímulos físicos e…

23 horas ago

Preço da vaca gorda surpreende com altas regionais; onde subiu?

O preço da vaca gorda ganha força neste sábado com altas em São Paulo e…

23 horas ago

Prejuízo no trânsito? O eVTOL VT35 da EHang promete mudar isso

O eVTOL VT35 da EHang representa um marco na mobilidade aérea urbana global, trazendo uma…

23 horas ago

This website uses cookies.