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Revolução ou Evolução 4.0?

por *Eduardo Banzato

 

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Indústria 4.0, IoT – Internet of Things (Internet das Coisas), tecnologia, automação… A evolução exponencial da tecnologia impacta as organizações de diferentes maneiras. Como todos já devem ter percebido, estamos passando por uma fase chamada “4.0” e é absolutamente natural que todos aqueles que vinham, há anos, investindo e desenvolvendo tecnologia aproveitem o momento para “pegar carona” e dar uma diferente percepção da importância dos seus investimentos e desenvolvimentos.

Assim como a história recente expandiu o conceito “LEAN” para diferentes ambientes, a Indústria 4.0 também está levando seu conceito a vários níveis. Isso não significa que o “LEAN” deixou de ser importante, ele apenas deixa de ser o protagonista, fato que já aconteceu com vários outros conceitos passados que continuam, sem dúvida, a ter sua importância nos negócios, mas de uma maneira diferente.

Pois bem, agora é SCM 4.0, Logística 4.0, RH 4.0, Agriculture 4.0 e até Lean 4.0… e vem muito mais por aí! Precisamos sempre nos atualizar, para compreender os impactos da tecnologia sobre os negócios e contribuir com o ambiente “Volátil, Incerto, Caótico e Ambíguo”.

Os princípios básicos por trás da Indústria 4.0 estão relacionados com Conectividade, Qualidade da Informação, Tecnologia de Apoio a Decisão e Sistemas Autônomos, mas a correta aplicação destes princípios não depende apenas de tecnologia, mas de uma consistente integração de Pessoas + Processos + Tecnologia.

Por isso, se você já desenvolve projetos, por exemplo, de melhoria da Qualidade da Informação por meio de um processo que integra Pessoas + Processos + Tecnologia, provavelmente já vivenciou e possui parte da experiência necessária para implementar sistemas “4.0”.

Atualmente, algumas iniciativas e prioridades da Indústria 4.0 se deparam com soluções já desenvolvidas há anos, mas que somente agora ganham mais espaço e começam a se viabilizar técnica e economicamente. Além disso, a barreira dos “riscos psicológicos” que sempre acompanha a mente dos investidores começa a cair e o ambiente fica cada vez mais propício às soluções inovadoras.

Vale aqui inserir a Indústria 4.0 em um contexto mais amplo de Visão do Futuro.

Enquanto estamos voltados apenas às nossas respectivas realidades, até porque temos que gerar retorno sobre os investimentos (ROI), continua em evolução um número enorme de novos conceitos e tecnologias e que se tornam cada vez mais desafiadores para se definir e entender.

Um exemplo é a “Economia Compartilhada”, um conceito absolutamente simples de se definir e entender, no entanto, é impressionante o número de empresas (profissionais) que não conseguem aplicar corretamente o conceito e/ou transformá-lo em resultado, seja por dificuldade de entendimento da sua aplicação (essência) ou mesmo por inércia adquirida ao longo dos anos.

Isso abre um universo inesgotável de oportunidades, onde a Indústria 4.0 poderá explorar, por meio de novos processos e pessoas.

O fato da IoT – Internet of Things (Internet das Coisas) acompanhar consistentemente os conteúdos desenvolvidos para a Indústria 4.0 é natural, mas a IoT é apenas um dos componentes de um dos princípios da Indústria 4.0. A IoT também já sofreu desdobramentos e hoje, para caracterizar as tecnologias que conectam os dados gerados por sensores e as tecnologias que possibilitam comunicações entre máquinas e sistemas de automação, comuns em ambientes industriais, foi desenvolvido o termo IIoT – Industrial Internet of Things. Esta conectividade na área industrial já tem sido aplicada no Brasil há mais de duas décadas e tem gerado um grande volume de dados que, na medida que são adequadamente processados, tem possibilitado o aprendizado das máquinas (máquinas inteligentes). O conceito, pode ser expandido para fábricas inteligentes, armazéns inteligentes e todos os recursos na cadeia de suprimentos: conectividade, processamento e decisão em tempo real em uma SCM 4.0.

A nós cabe continuar nos preparando para a evolução. Sucesso a todos e vamos em frente!

 

*Eduardo Banzato é diretor do grupo IMAM, que há 37 anos atua na área editorial, de consultoria e treinamento em logística

 

Vervi Assessoria

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