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Desempenho do frango vivo em maio e no ano de 2017

Cotação do frango vivo comercializado no interior paulista permaneceu, desde o último dia de março.

A despeito dos três “vendavais” que se abateram sobre o País e, mais especificamente, sobre a produção animal nos últimos três meses, a cotação do frango vivo comercializado no interior paulista permaneceu, desde o último dia de março, imutável e, à primeira vista, alheia às variações ocorridas no mercado nesse período.

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Primeiro, foram os desdobramentos da Operação Carne de Fraca, divulgada em 17 de março. Depois, já na virada de março para abril, a notícia de que o Supremo Tribunal Federal reverteu decisão anterior, tornando constitucional a cobrança do Funrural. Por fim, já em maio (outra vez, dia 17), o acordo de delação premiada da JBS – um ato essencialmente político, mas com profunda interferência econômica em todos os segmentos da produção animal brasileira.

E o frango vivo? Passou por tudo isso carregando os mesmos R$2,50/kg adquiridos em 31 de março. O que significa que em 31 de maio completou 62 dias corridos (ou 50 dias de negócios) sem qualquer alteração no preço praticado, exceto naquelas ofertas “spot”, negociadas por valores inferiores.

Esse aparente alheamento ao dia a dia do mercado reforça a tese de perda da importância da ave viva independente no mercado paulista de frangos. O que não significa que a cotação vigente fuja à realidade do mercado: ela, simplesmente, está menos sujeita às variações diárias – sobretudo porque a maior parte do produto negociado tem suas entregas previamente programadas.

Por sinal, uma prova de que o frango vivo paulista continua – apesar da longa estabilidade – acompanhando o mercado “real” é observada na comparação com o produto de Minas Gerais, onde o mercado é bem mais dependente do frango vivo. Em abril, a média mineira ficou em R$2,45/kg, apenas 5 centavos (2%) abaixo da média paulista. E, nos cinco primeiros meses do ano, São Paulo registra média de R$2,60/kg, enquanto em Minas ela chega a R$2,68/kg, 3% a mais.

Do ponto de vista sazonal – isto é, dos períodos de safra e entressafra das carnes – os preços de maio, inclusive do frango vivo, deveriam corresponder à pior média do ano, registrando, a partir daí, novas valorizações. Mas as injunções políticas e econômicas mantêm o panorama nublado. Por isso, só resta esperar os acontecimentos do mês de encerramento do primeiro semestre de 2017. Um ano que, como os três anteriores, parece já estar perdido.

FONTE: AVISITE.

Carine Colim

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