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Cotações do milho ensaiam recuperação

Na Argentina e no Paraguai, o valor FOB da tonelada ficou em US$ 161,00 e US$ 110,00 respectivamente.

As cotações do milho em Chicago ensaiaram uma pequena recuperação, porém, acabaram fechando a quinta-feira (25) praticamente estáveis, a US$ 3,69/bushel, contra US$ 3,66 uma semana antes.

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Com a possibilidade de retorno do Brasil ao mercado exportador, em função da forte desvalorização do real devido à crise política local, Chicago ficou mais tenso nesta semana. Entretanto, as seguidas intervenções do Banco Central brasileiro no mercado cambial segurou, por enquanto, a moeda brasileira ao redor de R$ 3,25, esfriando um pouco os ânimos exportadores. Mas este fator será um elemento decisivo a ser seguido nestas próximas semanas.

Por outro lado, o clima nos EUA continua sendo um tema de preocupação, porém, segundo o USDA, por enquanto, o mesmo não está atrapalhando a semeadura do cereal já que até o dia 21/05 a mesma atingia a 84% da área esperada, contra a média histórica de 85% para esta época do ano.

Já as exportações de milho por parte dos EUA atingiram a 1,1 milhão de toneladas na semana anterior, sendo consideradas apenas razoáveis por parte do mercado.

Na Argentina e no Paraguai, o valor FOB da tonelada ficou em US$ 161,00 e US$ 110,00 respectivamente.

No Brasil, os preços melhoraram um pouco, com o balcão gaúcho fechando a semana na média de R$ 22,42/saco, enquanto os lotes oscilaram entre R$ 26,50 e R$ 27,00/saco. Nas demais praças nacionais os lotes giraram entre R$ 15,50/saco em Sorriso e Campo Novo do Parecis (MT) e R$ 29,00/saco em Concórdia (SC).

O mercado nacional do milho esteve muito instável diante da crise política naciona na medida em que o câmbio viveu dias de intensa volatilidade. Este quadro deve perdurar enquanto a crise não se definir no país. Os preços, no porto, para a safrinha ficaram entre R$ 29,50 e R$ 30,00/saco para agosto e setembro próximos.

Enquanto isso, as exportações brasileiras de milho, no acumulado do ano de 2017, até a terceira semana de maio incluisve, somaram apenas 2,6 milhões de toneladas, contra 12,2 milhões em igual período do ano anterior. Entretanto, vale destacar que o ritmo de vendas externas em maio de 2017 está bem superior ao ritmo registrado em maio de 2016. Na prática, a forte desvalorização do real nesta última semana tem ajudado o mercado exportador.

Enfim, o mercado nacional do milho dependerá agora especialmente dos desdobramentos da crise política e suas consequências sobre o câmbio, assim como do clima no desenvolvimento da safrinha.

FONTE: CEEMA / UNIJUI.

Cristina Crispa

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