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Agrishow movimenta R$ 2,2 bilhões.

Recuperação. Essa foi a palavra mais repetida pelos organizadores da 24ª Agrishow ao anunciar na tarde desta sexta (5), último dia da feira realizada em Ribeirão Preto (SP), que houve um aumento de 13% nas vendas em relação ao R$ 1,95 bilhão apurado no ano passado, quando houve retração no volume de negócios, descontada a inflação.

“Essa recuperação pode marcar o início de um novo ciclo de crescimento. Confiamos que as reformas do governo vão passar no Congresso porque o país precisa se modernizar”, disse Francisco Maturro, vice-presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), que foi escolhido para ser o novo presidente da Agrishow para o biênio 2018-1019. Segundo ele, o que anima é que não foram compras apenas para renovação de máquinas, houve muito investimento em equipamentos mais modernos, com tecnologia embarcada.

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Fabio Meirelles, presidente da Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo), disse que não foi nenhuma surpresa alcançar os R$ 2,2 bilhões, que podem subir para R$ 2,3 bilhões com o fechamento de negócios iniciados na feira. Segundo ele, a atividade agrícola brasileira caminha de mãos dadas com a tecnologia e a Agrishow é o maior espetáculo de tecnologia agrícola da América Latina.

O setor que mais cresceu, informou Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas), foi o de equipamentos para irrigação, com 19%, seguido por máquinas para grãos (12%), armazenamento (11%) e máquinas para pecuária, também 11%. 

Quem também festejou os números e a recuperação da feira foi o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira. Segundo ele, a Agrishow envolve toda a cidade e emprega 25 mil pessoas, desde sua montagem. Maurilio Biagi, presidente de honra da Agrishow, acrescentou que o evento movimenta R$ 500 milhões na região metropolitana de Ribeirão. Maurilio também fez questão de citar que a produção agrícola do Brasil alimenta atualmente não apenas os 220 milhões de brasileiros, mas 1 bilhão e meio de pessoas no mundo.

Juros

Maturro disse que o setor espera uma redução da taxa de juros do novo Plano Safra, que deve ser anunciado no final deste mês, mas o que mais importa é que a taxa seja fixa. Segundo ele, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defende o que o setor precisa. Já o ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, quer uma taxa pós-fixada. “Se isso for aprovado, pode travar o setor.”
Fonte:RevistaGloboRural

gustavo henrique leite mota piesanti

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