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Movimentação no mercado mundial de café solúvel

Mercado mundial de café solúvel está estimado em US$ 28 bilhões com possibilidade de crescimento de 30%.

As análises e as prospecções mais recentes da cafeicultura em nível mundial realizadas pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café apontam, entre outros destaques, crescimento do consumo de café solúvel na Ásia e Oriente Médio no último ano. De acordo com o Bureau, citando dados de uma empresa de pesquisa, o mercado mundial de café solúvel é atualmente estimado em US$ 28 bilhões, com possibilidade de crescimento em torno de 30% até 2020.

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Grande parte da previsão do aumento do consumo é atribuída aos países em desenvolvimento localizados na Ásia e no Oriente Médio. Nesses países o café solúvel é visto pelos consumidores como um produto atraente devido ao modo rápido e fácil de preparo e, também, pela sua associação com o estilo de vida ocidental moderno.

Segundo ainda aponta essas análises do solúvel, em muitos países ocidentais desenvolvidos o consumo desse tipo de café tem apresentado queda no consumo, mas, em contrapartida, os mercados asiáticos do Pacífico, Oriente Médio e África demostram crescimento e, além disso, a expectativa é de que juntos ultrapassem o consumo do Leste Europeu até 2020.

Acredita-se, também, que as mudanças de consumo do café solúvel em países em desenvolvimento impulsionem o desenvolvimento de produtos de café premium no futuro. Com relação ainda ao solúvel, as análises destacam que na Europa Oriental, maior parte da Ásia e África, a principal tendência de consumo é também o café solúvel. Por isso, grandes empresas têm investido na aquisição ou construção de fábricas de solúvel com o objetivo de aumentar a produção e conquistar espaço em um mercado em pleno crescimento.

O Relatório Internacional de Tendências do Café, do Bureau de Inteligência Competitiva do Café (VOL. 5/Nº 12/30 JANEIRO 2017), da Universidade Federal de Lavras – UFLA, instituição integrante do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café, destaca também que no Brasil, Europa e EUA as principais tendências para as torrefadoras são os cafés especiais e as monodoses e que as empresas do setor têm investido cada vez mais em grãos de qualidade, tecnologia e novos produtos para conquistar mais consumidores desses tipos de café.

Nesse contexto, aponta especificamente como destaque que na Itália o segmento de café é bem desenvolvido e se afigura como um importante setor para a economia do país. De acordo com dados mencionados no Relatório, o país é o segundo maior importador de grãos de café do mundo, com o valor aproximado de 1,4 bilhão de euros, além de apresentar um elevado consumo per capta de 5,65kg/ano. O país também conta com mais de 800 torrefadoras que empregam em torno de 7 mil funcionários e faturam cerca de 3,3 bilhões de euros.

Com relação a máquinas de preparo de café, o Bureau salienta que a Itália também se destaca na fabricação de máquinas profissionais de expresso, país que conta com 34 fábricas que geram 1250 empregos e apresentam um volume de negócios superior a 430 milhões de euros. As máquinas italianas lideram as vendas mundiais para hotéis, restaurantes e cafeterias. O mercado de máquinas de café expresso pequenas, ideais para residências, também é liderado por uma fabricante italiana que possui 34% do mercado global e gera mais de 720 milhões de euros em receitas. As empresas italianas também estão entre as maiores fabricantes mundiais de máquinas para embalar e encapsular café, conclui o Relatório Internacional de Tendências do Café que está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café.

Relatório Internacional de Tendências Competitiva do Café – O relatório disponível no Observatório do Café faz parte do Plano de ação do projeto do Consórcio Pesquisa Café denominado “Criação e Difusão de Inteligência Competitiva para Cafeicultura Brasileira”. O projeto é financiado pelo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, e tem o objetivo de monitorar, analisar e difundir informações e indicadores relevantes para a competitividade da cafeicultura brasileira, bem como propor soluções estratégicas para os problemas enfrentados pelo setor.

O relatório é dividido em três seções temáticas (produção, indústria e cafeterias) e uma seção de insights. Cada seção temática é iniciada por um sumário e elaborada a partir de notícias nacionais e internacionais coletadas pela equipe do Bureau. Nos Insights, os analistas do Bureau apresentam a sua interpretação e considerações acerca dos tópicos selecionados.

Fonte: Embrapa.

Cristina Crispa

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