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ABIPESCA prevê aumento da exportação da tilápia em 2017

ABIPESCA prevê aumento da exportação da tilápia em até 10% em 2017

O ano de 2017 deverá registrar aumento de até 10% na exportação da tilápia. A expectativa é da Associação Brasileira da Indústria de Pescados (ABIPESCA), que tem trabalhado junto ao governo e empresas do setor para tornar a expectativa em realidade.  A espécie é a principal aposta das indústrias de pescados do Brasil para ampliar a participação no mercado internacional, já que em 2016 foram produzidas cerca de 70 mil toneladas do peixe, esquema que movimentou US$ 105 milhões internamente.

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Outra perspectiva é a de conseguir as mesmas ferramentas industriais para disputar com países competidores como China, Vietnã, Indonésia,  Equador, Colômbia, Honduras, entre outros, que, por conta dos avanços tecnológicos, conseguem menores custos por ganhos na produtividade e rendimentos na manipulação dos pescados. Para que isso aconteça, a Abipesca atua para tornar o produto brasileiro mais competitivo e economicamente atrativo ao comprador internacional. “Dependemos muito de um câmbio favorável e da ação do governo visando a renovação e modernização dos parques industriais brasileiros e suas indústrias, tornando-os mais eficientes e produtivos”, afirma Eduardo Lobo, vice-presidente da associação.

Segundo a Abipesca, um exemplo prático disso seria a criação de uma política incentivadora baseada na isenção do imposto de importação sobre maquinário e tecnologias, com carência de cinco anos, viabilizando a renovação das indústrias e dos parques aquícolas. “Outro ponto é o histórico problema de baixo investimento do Brasil em infraestrutura de escoamento de cargas exportáveis, por meio de rodovias, portos e aeroportos, e que precisa ser revertido urgentemente para viabilizar projetos sérios de médio e longo prazo e baratear o produto final”, explica Lobo.

Com atuação constante e eficiente, a Abipesca reúne grande parte das indústrias processadoras de pescados, detendo pelo menos 70% das marcas expostas no varejo nacional. A maior parte dos associados está na região Sudeste. Ao todo, esse grupo de associados gera 5 mil empregos diretos e 25 mil indiretos.

A principal bandeira política da entidade é conceituar a indústria processadora de pescados como agronegócio, dando tratamento igualitário e olhando para o setor como indústria de abastecimento interno e externo. “Necessitamos que o governo determine linhas dentro do Plano Safra 2017 específicos para a indústria processadora de pescados”, reivindica Eduardo Lobo.

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