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Soja em Chicago começa o ano com estabilidade

Os negócios no mercado internacional de commodities foram retomados nesta terça-feira (3) e, na primeira sessão de 2017, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com estabilidade. As tímidas variações traziam uma pequena baixa de 3,50 pontos no vencimento janeiro/17, para US$ 9,93 por bushel, enquanto o maio/17 era cotado a US$ 10,12. 

“Acredito que o clima na América do Sul ainda deverá ser o fator decisivo para os preços neste momento”, explica o analista de mercado e economista da Granoeste Corretora, Camilo Motter. E no noticiário internacional, o quadro climático da Argentina ainda tem bastante espaço entre as informações. 

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O excesso de chuvas em determinadas regiões produtoras de soja e milho do país atrai a atenção dos traders nessa volta ao mercado. De acordo com o Commodity Weather Group, a preocupação com as precipitações intensas na porção do centro argentino ainda existe e com essas condições persistindo, há maiores dificuldades para a conclusão do plantio.

No Brasil, o foco se volta para o início da colheita da safra 2016/17 e as perspectivas de uma produção recorde nesta temporada. Para analistas internacionais, o início e a evolução dos trabalhos de campo poderia pressionar as cotações em Chicago dada a chegada da oferta brasileira ao mercado, atraindo a demanda aqui para a América do Sul, e antes concentrada nos EUA. 

Entretanto, a atenção e as preocupações sobre as previsões que indicam um excesso de chuvas em regiões que já estão colhendo a oleaginosa no país também continuam. 

Assim, ainda de acordo com os analistas, o correto agora será esperar por uma maior consolidação da safra da América do Sul para compreender o caminho dos preços. Até lá, ainda muita volatilidade em Chicago. 

No radar dos players segue ainda a movimentação dos fundos investidores neste início de ano e suas posições entre os futuros da soja e também dos derivados – entre os de farelo de soja, inclusive, as posições subiram em 2016, segundo um levantamento da agência internacional Bloomberg – e as atualizações sobre a demanda. 

 

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
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