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Plantio da soja e do milho estão concluídos no RS

POR VENILSON FERREIRA

Os produtores gaúchos finalizaram o plantio das lavouras de soja e milho de verão. O boletim informativo semanal da Emater/RS-Ascar, órgão de extensão rural e assistência técnica do Rio Grande do Sul, relata que as lavouras foram beneficiadas pelas chuvas desta semana (mesmo que irregulares) e por temperaturas amenas, “prognosticando ótimo potencial produtivo”.

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Segundo os técnicos, as lavouras de soja apresentam bom desenvolvimento, praticamente sem falhas de plantas, com formação de excelente estande. Os produtores estão aplicando herbicida pós-emergente para controle de invasoras e de sementes de trigo que se perderam na colheita e que germinaram. Também em andamento a aplicação de adubação potássica em cobertura. Em algumas áreas é significativo o ataque de vaquinhas desfolhadoras, sendo que os agricultores estão aplicando inseticida juntamente com o herbicida.

Eles observam que na região costeira do Rio Uruguai, na Fronteira Noroeste, praticamente metade da área de soja será semeada em janeiro, após a colheita do milho de primeira safra. “A situação é a mesma para as áreas de plantio de uma segunda safra de soja (soja pós-soja) que ocuparão, juntas, uma área expressiva de cerca de 5% da área da região Noroeste e Missões”, dizem os técnicos.

Os levantamentos de campo mostram que em áreas da região do Alto da Serra do Botucaraí o forte granizo na última quarta-feira atingiu lavouras de soja nos municípios de Mormaço, Tio Hugo e Ibirapuitã e em menor proporção em Espumoso. As áreas atingidas tiveram que ser replantadas.
 

Milho Em relação ao milho, os relatos dão conta que a situação das lavouras difere muito em função da quantidade de chuva, que foi bem variada entre as regiões, e também do tipo de solo. Os técnicos explicam que as condições de pouca chuva e baixa umidade do ar, aliadas à forte insolação e radiação solar, provocam nas plantas sintomas de murchamento e folhas “retorcidas”, que tendem a reduzir o tamanho e peso do grão.

Segundo os técnicos, as áreas com plantas em desenvolvimento mais atrasado ou em solos rasos, que estavam com estresse hídrico, foram beneficiadas com a chuva do final de semana, “que chegou em boa hora para garantir boa produção, uma vez que áreas em enchimento de grãos necessitam de umidade para produzir satisfatoriamente”.

Revista Globo Rural

gustavo henrique leite mota piesanti

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