Categories: Economia

Índice de preços de alimentos recua 0,4% em novembro

POR ESTADÃO CONTEÚDO

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recuou 0,4% em novembro ante outubro, para 171,3 pontos. Apesar da retração, o indicador continua 10,4% acima na comparação com igual mês do ano passado.

Publicidade

A leve queda mensal ocorre após quase um ano de valorizações constantes para o índice. O desempenho de novembro foi pressionado pela queda acentuada nos preços do açúcar, que mais do que cobriu a forte recuperação dos óleos vegetais.

O índice de preço do açúcar fechou a 287,1 pontos em novembro, queda de 28 pontos (8,9%) na comparação com outubro – primeiro recuo após seis meses. O desempenho negativo foi pressionado pelo enfraquecimento do real em relação ao dólar, que estimula as exportações brasileiras do alimento.

Na mesma direção, o preço de cereais recuou 0,6% ante outubro e 7,9% na comparação com novembro de 2015, para 141,4 pontos. O fortalecimento do dólar e os amplos estoques contribuíram para o viés baixista, que persiste nos mercados para os cereais. Além disso, as boas perspectivas de colheita para Argentina e Austrália também pesaram sobre as cotações.

Já o preço internacional de carnes encerrou estável ante outubro, a 161,5 pontos. Os baixos preços da carne ovina, suína e de frango foram contrabalançados pelo aumento das cotações da carne bovina – está última foi sustentada pela queda nos estoques domésticos na Austrália.

Na contramão, o índice de lácteos subiu 3,6 pontos (1,9%) ante outubro, para 186,4 pontos. As cotações avançaram principalmente para o leite em pó integral (WMP) e também a manteiga. A demanda firme no Oriente Médio e Norte da África, além da China, combinada com a disponibilidade limitada da Nova Zelândia, principal fornecedor mundial, levou os preços do WMP a saltarem 9%.

Liderando as altas, os óleos vegetais subiram 7,6 pontos (4,5%) ante outubro, para 175,6 pontos em novembro, nível mais alto desde agosto de 2014. O movimento foi sustentado principalmente pelo óleo de palma, cujos preços subiram rapidamente diante de uma produção menor no Sudeste da Ásia e de uma estimativa de estoques apertados.

Fonte revista globo rural

gustavo henrique leite mota piesanti

Published by
gustavo henrique leite mota piesanti

Recent Posts

O que o bloqueio de Trump no Estreito de Ormuz esconde?

O bloqueio de Trump no Estreito de Ormuz iniciou nesta segunda-feira, travando rotas de fertilizantes…

6 horas ago

Tempestades de 100 mm: Inmet coloca 1.017 cidades em perigo

O Inmet emitiu alerta de tempestades de 100 mm e ventos de até 100 km/h…

7 horas ago

Frutas brasileiras eleitas as melhores do mundo: Veja o ranking

As frutas brasileiras eleitas as melhores do mundo brilham no TasteAtlas. Saiba por que jabuticaba,…

8 horas ago

Complexo soja: Queda no dólar e oferta pressionam preços no Brasil

O complexo soja enfrenta quedas de preço no Brasil devido ao dólar baixo e alta…

9 horas ago

Papagaio-noturno: a ave “fantasma” da Austrália que esteve extinta por quase 100 anos e desafiou a ciência

Poucas histórias na biologia despertam tanto fascínio quanto a do papagaio-noturno, uma espécie que atravessou…

10 horas ago

Como e por que você deve começar a usar folhas de louro seco embaixo do tapete da porta de entrada

Há práticas simples que atravessam gerações e continuam despertando curiosidade, especialmente quando conectam tradição, bem-estar…

12 horas ago

This website uses cookies.