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Alimentos: Nível do índice de preços da FAO

Alimentos: Índice de preços da FAO atinge maior nível em 18 meses.

Identificado, em inglês, pela sigla FFPI, o índice geral de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) atingiu em setembro passado a marca dos 170,9 pontos (2002/04 = 100 pontos), aumentando 2,93% em relação ao mês anterior e pouco mais de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado (perto de 155,3 pontos em setembro/15). Embora continue quase 30% abaixo do recorde de preços (240 pontos em fevereiro/11), esse foi o mais elevado nível de preços registrado desde março de 2015.

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As carnes, porém, não têm tido grande participação nesse desempenho. Em setembro, o preço médio registrado atingiu a marca dos 163,5 pontos, resultado que significou aumento de apenas 0,18% sobre o mês anterior, ao mesmo tempo em que mantém o item com valor quase 2,5% menor que o de um ano atrás. Isto, sem considerar, ainda, que os preços atuais permanecem perto de 23% abaixo do melhor resultado já registrado – 212 pontos em agosto de 2014.

De toda forma a FAO lembra que em relação ao início deste ano (quando as carnes atingiram o menor valor da presente década) já ocorreu valorização de 12,6%, determinada sobretudo pela carne suína, seguida pelas carnes ovina e de frango. A carne bovina teve participação limitada nesse aumento.

Uma firme demanda internacional, sobretudo por parte de países asiáticos, tem garantido o aumento de preços das carnes suína e de frango. Já a recuperação norte-americana na produção de carne bovina está levando os EUA a buscar menos produto no mercado internacional, daí uma tênue elevação de preços no presente exercício.

Mas o que surpreende de verdade no levantamento mensal da FAO é a evolução de preços dos cereais – aqui inclusas as matérias-primas para ração animal. Ao atingirem, em setembro, a marca dos 140,9 pontos, seus preços ficaram 1,85% e 8,94% aquém dos registrados no mês anterior e no mesmo mês do ano passado.

Esse é o menor valor registrado em mais de uma década, além de se encontrar mais de 47% abaixo do recorde registrado pelo item – 267,7 pontos em junho de 2008. Reflexos da alta produção e da farta disponibilidade no mercado internacional, situação que soa estranha para o consumidor do Brasil, onde os preços permanecem em patamares bastante elevados.

Fonte: Avisite.

Cristina Crispa

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Cristina Crispa

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