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Preço da soja cai a menor nível com recuo do dólar

Preço da soja cai a menor nível com recuo do dólar e previsão de oferta. Informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Os preços da soja em grão tiveram novas quedas nos últimos dias e recuaram para os menores níveis do ano, apontou levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “Depois de atingir os maiores patamares do ano na primeira quinzena de junho, as cotações voltaram aos patamares de dezembro de 2015”, assinalaram os pesquisadores do centro.

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O Cepea destacou que a pressão veio da desvalorização do dólar frente ao real e da expectativa de oferta elevada para a safra 2016/17, favorecida pelo bom ritmo de colheita nos Estados Unidos e pela área crescente nas regiões produtoras da América do Sul. “No Brasil, mesmo com atual oferta limitada do grão, compradores reforçaram a pressão sobre as cotações nos últimos dias, no intuito de adquirir a oleaginosa a valores menores”, apontaram os pesquisadores.

Produtores, porém, seguiram focados no avanço da colheita e sem necessidade imediata de “fazer caixa”, mantendo as negociações travadas e pontuais, conforme o centro.Entre 22 e 29 de setembro, o indicador da soja Paranaguá Esalq/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot, no porto de Paranaguá (PR), cedeu 1,4%, para R$ 77,97/saca. No mês, a queda acumulada é de 1,5%. Na parcial do ano, o indicador acumula perdas de 4,2%. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no indicador Cepea/Esalq, recuou 1,7% entre 22 e 29 de setembro, para R$ 75,10/saca, com queda de 0,4% no mês e 3,8% no ano. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços da soja recuaram 2% no mercado de balcão (ao produtor) e 1,7% no mercado de lotes (negociação entre empresas) nos últimos sete dias.

Quanto ao farelo de soja, a retração da ponta compradora reforça a pressão sobre as cotações, segundo o Cepea. “As dificuldades enfrentadas pelo setor de proteína animal refletiram em uma menor produção e na consequente redução da demanda por matéria-prima para ração”, disseram os pesquisadores. Na média das praças acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo caíram 2,4% nos últimos sete dias, acumulando baixa de 5,8% no mês e de 3,2% no ano. Ainda conforme os pesquisadores, o óleo segue sustentado pela demanda firme, especialmente para biodiesel. Em sete dias, os preços do derivado subiram 1%, com a tonelada a R$ 3.132,99 (posto na cidade de São Paulo com 12% de ICMS) na quinta-feira, 29. No mês, a alta chega a 2,6%, e, no ano, a 1,8%.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO.

Cristina Crispa

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