Guardar dinheiro parece uma missão impossível? Você sabe que gastar mais do que ganha não é bom, mas vive entrando no cheque especial? Sabe que poupar uma parte dos recursos é importante para o futuro, mas o salário insiste em não chegar ao fim do mês? Tem algo errado aí.
Poupar é como fazer dieta, compara o educador financeiro José Vignoli, do portal Meu Bolso Feliz. É preciso ter disciplina e criar o hábito.
Eu nunca vi alguém que tenha comprado um livro de dieta e lido tudo até o fim. Só comprar o livro não emagrece, é preciso fazer o regime.
Veja abaixo 9 motivos que atrapalham suas economias e vire o jogo:
Para o educador, esse é o principal motivo pelo qual as pessoas não se dedicam a poupar todo mês: não acreditar que aquela pequena economia mensal pode se tornar uma grande quantia no futuro. “Se você começou a trabalhar com 20 anos, tem 29 anos e não guardou R$ 50 por mês, você já perdeu nove anos de poupança”, diz. Se uma pessoa economizasse R$ 100 por mês*, conseguiria juntar:
Um grande erro é não saber quanto ganha ou quanto gasta por mês e confiar na memória para calcular se tem dinheiro para gastar. Outro erro é fazer os cálculos considerando o salário bruto, em vez do líquido –após os descontos. É preciso manter um orçamento doméstico, com ganhos e gastos, e mantê-lo sempre atualizado. Segundo Vignoli, quem nunca fez isso antes deve começar da maneira mais simples possível, sem complicações. O importante é fazer todo dia, até criar o hábito. “Não é porque eu montei uma planilha num domingo chuvoso que o problema está resolvido.”
Não adianta se propor a economizar 10% da renda mensalmente e, na hora de guardar dinheiro, sempre arranjar uma desculpa para gastar. “Você acaba criando uma dívida consigo mesmo e nunca paga isso”, diz. Assim que receber o dinheiro, separe o que vai ser guardado e invista logo.
É preciso ler e se informar sobre as finanças, conhecer os tipos de investimentos, aplicações, empréstimos. “As pessoas se informam sobre todos os detalhes antes de comprar uma casa ou um carro, mas aceitam qualquer palpite quando vão investir o dinheiro que vai garantir as suas vidas”, diz Vignoli. “Ou ela se interessa e vai aprender ou será sempre uma vítima.”
Poupar sem um objetivo é uma maneira fácil de perder o controle. É aconselhável separar as economias de acordo com cada objetivo. Cada vez que esse objetivo for atingido, escolha outro e continue a poupar. É preciso ter consciência, por exemplo, que o dinheiro guardado para a aposentadoria não deve ser usado no meio do caminho para comprar um carro zero. Se quiser comprar o carro, junte dinheiro para isso também.
As compras impulsivas são vilãs do planejamento financeiro. Para evitar isso, sempre se pergunte: eu preciso disso agora? Outra dica é não comprar imediatamente, deixar para comprar no outro dia. Se for realmente necessário, você voltará, mas é quase certo que não irá fazer isso. Outro problema que compromete o orçamento é não ter uma reserva para imprevistos. Na hora do aperto, é preciso recorrer a um empréstimo ou, até mesmo, se desfazer do patrimônio. Um bom parâmetro é poupar o equivalente a seis meses de salário para essa reserva emergencial.
Tomar aquele café com pão de queijo na padaria são R$ 10 a menos no bolso. Se for todo dia, são R$ 300 a menos por mês. Se você guardasse esses R$ 300 por mês*, em um ano teria R$ 3.639. O que você faria com esse dinheiro extra?
Não adianta nada você se esforçar ao máximo para economizar se a família gasta tudo sem pensar. Para dar certo, é preciso que todos façam economia. “É preciso conversar sobre dinheiro quando está tudo bem, e não só quando a vaca foi pro brejo”, diz Vignoli. Se é solteiro e os amigos vivem convidando para baladas, é preciso perder a vergonha e dizer a eles que está tentando economizar.
Dar mesada é uma maneira de educar os filhos financeiramente. É importante dar um valor, ensinar que uma parte deve ser economizada e nunca cobrir os gastos do filho. “Se a mesada acabou, o filho tem que esperar o próximo mês para comprar. Se o pai cobre o rombo todos os meses, ele está criando um futuro consumidor do cheque especial”, diz Vignoli.
fonte: uol
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