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Consultoria prevê déficit de 100 mil toneladas de cacau

Consultoria prevê déficit de 100 mil toneladas de cacau no Brasil.

Baixo estoque e quebra de safra reforçam dependência do produto importado e causam elevação em diferenciais de preço.

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O Brasil deve registrar a menor produção de cacau em 10 anos na safra 2015/2016. E a baixa disponibilidade interna tem elevado prêmios de importação diante da dependência de outros países para suprir a demanda da indústria, informa, nesta sexta-feira (5/8) a consultoria INTL/FCStone.

Em Ilhéus, no sul da Bahia, por exemplo, compradores chegaram a pagar um prêmio positivo em torno de US$ 268 por tonelada em relação aos preços de referência para o mercado internacional, na Bolsa de Nova York. Situação inversa à do ano passado, quando havia um deságio de US$ 623 por tonelada em julho e em US$ 743 em setembro, informa a consultoria.

Nas estimativas do analista de mercado Fábio Rezende, o déficit na oferta deve ser de 100 mil toneladas. Além dos estoques reduzidos em relação ao ano passado, o ciclo atual, que termina em outubro, deve ter uma colheita de 131 mil toneladas (2,183 milhões de sacas de 60 quilos) contra 230 mil (3,83 milhões de sacas) no ciclo 2014/2015.

A oferta brasileira foi prejudicada, principalmente pela forte quebra de safra na Bahia, que responde por algo entre 65% e 70% da produção nacional. Segundo o consultor Thomas Hartmann, a falta de chuvas entre os meses de novembro e fevereiro afetou o desempenho das lavouras.

A safra considerada temporã do Estado deve ter quebra maior do que 50%. Colhida entre maio e setembro, já vem precedida de fortes perdas no principal período da produção baiana, entre outubro e abril. Para este intervalo, as projeções iniciais estavam entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de sacas, mas a colheita não passou de 800 mil sacas, diz ele.

“A situação só não está pior porque os preços estão compensadores”, pondera o consultor. Hartmann afirma que as cotações atuais estão entre R$ 150 e R$ 160 por arroba, mas a receita na lavoura está menor que a do ano passado.

O consultor ressalta que uma redução das importações de cacau dependerá da recuperação dos volumes na próxima safra, que começa em outubro. Segundo ele, as condições da lavoura na Bahia já indicam melhora e a safra principal do Estado pode retomar níveis superiores a 1 milhão de sacas.

FONTE: GLOBO RURAL. POR: RAPHAEL SALOMÃO.

Cristina Crispa

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Cristina Crispa

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