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Alerta sobre possível crise no setor frigorífico

Abrafrigo faz alerta sobre possível crise no setor frigorífico.

Enfraquecimento do consumo doméstico de carne bovina e desaceleração das exportações são alguns dos motivos.

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A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) faz um alerta em comunicado sobre uma possível crise “sem precedentes” que pode provocar impacto no setor, em breve. Na nota, divulgada nesta segunda-feira, o sindicato cita três fatores de dificuldades que, segundo a Abrafrigo, historicamente não costumam andar juntos, mas que desta vez ocorreram ao mesmo tempo. As situações citadas pelo sindicato são o enfraquecimento do consumo doméstico de carne bovina, desaceleração das exportações e o baixo preço pago pelo produto brasileiro no mercado internacional.

O presidente da associação, Péricles Salazar, afirma, na nota, que a situação atual “está muito próxima a de fechamento de unidades e desemprego, algo que não imaginamos que pudesse vir a ocorrer tão cedo”. Sobre a demanda doméstica, a Abrafrigo observa que o consumo no Brasil já chegou a 40 quilos/ano por habitante, mas hoje está em 32 quilos/habitante/ano. Em relação às exportações, a associação afirma que o mercado externo tem sido de difícil crescimento por causa da diminuição das importações de países como Rússia e a Venezuela, por causa da queda da cotação do petróleo. Apesar de quedas pontuais nas exportações brasileiras, dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que os embarques totais de carne bovina, considerando in natura, industrializados, cortes salgados e miúdos, aumentaram 12% no primeiro semestre de 2016 ante igual período do ano passado, totalizando cerca de 736 mil toneladas. Em receita, a alta foi de 1,3%, alcançando US$ 2,8 bilhões.

A Abrafrigo pondera que o Brasil exporta somente 20% da carne bovina que produz e que há a perspectiva de crescimento de pelo menos 4,1%, para um total de 1,915 milhão de toneladas exportadas no acumulado deste ano, mas que este possível resultado acima do registrado em 2015, perde sua força em virtude do terceiro fator: baixos preços do produto no mercado internacional. A instituição comenta que os baixos preços pagos pelo produto brasileiro fizeram com que o valor da desvalorização do real perante o dólar “fosse anulado e mesmo as empresas exportadoras correm risco de prejuízo”.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO.

Cristina Crispa

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