Preocupações com o andamento da colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil, maior produtora da commodity no mundo, pesaram e impulsionaram os preços do açúcar na última sexta-feira (27) nas bolsas internacionais, que fecharam em alta nos vencimentos mais próximos e com pequena baixa nas telas 2017.
Na bolsa de Nova York, os preços do açúcar fecharam em alta no vencimento julho/16, na última sexta, com negócios em 17,52 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 10 pontos no comparativo com a véspera. Alta também na tela de outubro/16, que fechou em 17,68 cts/lb. As demais telas fecharam em baixa que oscilou entre cinco e nove pontos.
Em Londres o vencimento agosto/16 fechou em alta de 1,10 dólares, com negócios em US$ 485,20 a tonelada. As telas de outubro e dezembro/16 e, de março/17, valorizaram US$ 1,30, US$ 1,10 e US$ 0,90, respectivamente.
Para Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, “o mercado de açúcar em NY fechou a semana novamente em alta. O vencimento julho/2016 encerrou a sexta-feira com valorização de 45 pontos em relação à semana anterior, ou aproximadamente 10 dólares por tonelada, alcançando 17,52 centavos de dólar por libra-peso, o maior preço negociado desde 9 de julho de 2014”.
Corrêa destaca ainda ser “verdade que nem o mais otimista analista poderia conceber que teríamos o mercado de açúcar em NY subindo com esse vigor neste momento. Contávamos com 18 centavos de dólar por libra-peso no mês de março/2017 lá por volta do último trimestre deste ano. No entanto, com uma pequena ajuda dos fundos não-indexados, o mercado ganhou ímpeto e continua galgando novos patamares de preço”.
Analistas ouvidos pelo jornal Valor Econômico destacaram nesta segunda-feira (30), que o mercado ficou apreensivo com o clima chuvoso da semana passada e a evolução da moagem no Centro-Sul. “O país (Brasil) é o maior produtor mundial de açúcar e, num cenário de déficit global do produto, ganha ainda mais peso na formação dos preços no mercado futuro de Nova York”.
Mercado doméstico
O mercado doméstico de açúcar medido pelo Cepea/Esalq, da USP, fechou na sexta-feira (27) em alta de 0,21%, e negócios firmados em R$ 76,37 a saca de 50 quilos do tipo cristal.
Fonte: UDOP – União dos Produtores de Bioenergia.
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