Autor: Eduardo Antonio MARCOS Versión en Español
O Populismo na Argentina
Na Argentina, com o golpe militar de setembro de 1930 que fora liderado por um militar, o general Uriburu, chegou ao fim um longo período de prática democrática e facilitou a restauração da república conservadora, uma questão que abriu a entrada a um dos maiores e mais típicos movimentos populistas na América Latina: O peronismo.
Sem dúvida, o termo populismo tem sido utilizado de várias formas, referindo o seu significado a diferentes contextos históricos e geográficos, o que não é coincidência. Como diz o espanhol De Carreras: “Existe alguma semelhança entre o populismo dos narodniquis russos do século XIX com o fascismo e o nazismo, do anarquismo com o peronismo, do nacionalismo com o jacobinismo, de Pablo Iglesias com o Artur Mas?”
Em uma análise geral e considerando que nos conteúdo do populismo podem conviver grandes diferenças, é claro que há semelhanças em suas intenções finais. Para isso, devemos considerar a coincidência que existe na sua aplicação e dizer que não é uma ideologia medular – de direita ou esquerda, por exemplo – sendo que ele é usado como uma estratégia para acessar e manter o poder.
Dentro deste modelo podem refugiar-se diferentes ideologias sem coincidir na sua filosofia, desde que se possa chegar a um acordo sobre a origem de todo o mal, já seja: a oposição, o capitalismo, fundos abutres, a imprensa de oposição, a oligarquia financeira, ou quanto fantasma não pense da mesma forma ou comparta os predicados que surgem a partir do trono. Esta deve ser sempre uma causa simples e compreensível, emocionalmente simples de entender e difícil de explicar com bons argumentos.
Eleições Presidenciais
Na Argentina, em 2015, após vários anos de extremo populismo, políticas erradas, postura agressiva do governo contra a oposição, marcada deterioração da capacidade produtiva, inflação e desvalorização do peso, altas taxas de pobreza e desemprego, tem vindo a luz de aviso para uma ideologia obsoleta conduzida pelo governo da Sra Cristina Fernández de Kirchner.
Esta luz certamente foi motivada pelo governo quando desdenhou a capacidade crítica e analítica do habitante comum, e alimentada na base do descontentamento generalizado pela corrupção cotidiana e enriquecimento ilícito de funcionários públicos de primeiro nível, e que ainda continuam impunes graças à utilização de todos os meios possíveis para bloquear as ações do judiciário,
Em 25 de outubro foram realizadas as eleições presidenciais. Os resultados das pesquisas e do sentimento popular diziam de uma vitória do oficialismo no primeiro turno, ou bem, com uma diferença de entre oito e nove pontos acima em seu favor, ele iria passar para o segundo turno ou “balotage” com alto consenso.
A surpresa do resultado
O que aconteceu depois, ainda não é compreendido e foi inesperado, mas a verdade é que o resultado pegou de surpresa não só ao povo em geral, mas também a oposição “PRO – Cambiemos”, incluindo ao empresário engenheiro Mauricio Macri, o seu candidato a presidente. Contrariamente e a pesar de ter ganhado nos números, nas fileiras do partido governante essa surpresa transformou-se em confusão, pois os resultados foram um duro golpe para o “Frente para a Vitória” de Cristina Kirchner e para sua ambição de conquistar o poder por quatro anos mais. A contagem posterior revelou que com o 97% das mesas consideradas, o resultado provisório foi: 36,8% de votos para o candidato da “Frente para a Vitória”, contra 34,33% para o seu rival Macri.
O dia depois (26/10), a Argentina acordou num “collage” de sentimentos: frustração nas filas do governo, acusações mútuas e desespero para explicar o inexplicável, porque apesar de ter vencido por pouco mais de dois pontos, o triunfalismo havia se tornado uma decepção perceptível. Na calçada em frente, e talvez por ter aliviado o sentimento de frustração e desesperança diante da perspectiva de continuidade oficial, o sentimento eufórico de surpresa gerou um clima positivo não só em grande parte da população, mas também no comportamento das ações argentinas nas bolsas de Nova York. Valorização dos ADRs na média de 18%, ações de bancos subindo para 20%, Pampa Energia avançando 6,5% e valorização das ações da YPF, queda do dólar, entre outros.
Talvez este resultado que obriga a votar numa segunda volta e onde existe a possibilidade de que os votos dos partidos perdedores se inclinem para o frente “PRO” levando a Mauricio Macri para a presidência, foi a comprobação do advento de expectativas diferentes e do surgimento de esperanças na mudança da liderança do país, para a melhoria muito desejada na vida dos argentinos.
A estratégia do medo
Existem diferentes tipos de medo, mas especialmente a paralisante, o que faz com que a pessoa se retraia e fique impedido de reagir para superar as suas causas, é usado para manipular e dominar. Coletivamente, aqueles que usam o medo para subjugar as pessoas, tentando mantê-los em um estado de bloqueio, que limita a sua ação e os critérios, são os poderes ditatoriais que regem a nossa sociedade.
Até agora, em uma ação desesperada e ao contrário do que a oposição, o governo “Kirchnerista” apelou para uma campanha baseada no medo e a mentira, demonizando ao candidato Mauricio Macri e as medidas que ele tomaria se ganha-se a presidência. A publicidade oficial fala de eliminação de subsídios, ajustes e um tandem de medidas antissociais, como se isso fosse a única ferramenta que alteraria a aspiração do eleitor. Isso só serviu para demonstrar a fraqueza e impotência do partido no poder, ante a pretensão dos 65% do eleitorado argentino que é contra da sua atitude combativa persistente e a sua administração ineficiente.
O 22 de novembro de 2015 será um dia histórico para a Argentina, porque este é o dia escolhido para votar na segunda volta ou “balotage”. Neste dia o povo argentino democraticamente poderá decidir se quer a continuidade do populismo no poder, ou se apoia a opção que propõe uma mudança conceitual da política nacional.
O final
Como o médico espanhol Santiago Ramón Cajal disse: “O pior é não cometer um erro, mas sim tentar justificá-lo, em vez de usá-lo como aviso providencial de nossa leveza e ignorância”. Neste contexto, possivelmente a causa do final e queda do “Kirchnerismo” na Argentina, tem sido produto de não construir sobre a análise séria dos seus erros, usando em cambio a força do revanchismo político, agravado por uma gestão de governo ineficiente e com o único objetivo de manter a impunidade e o poder.
Parafraseando Santo Agostinho quando diz que “a soberba não é grandeza, é inchaço; e o que está inchado parece grande, mas não esta saudável”, penso que esta é a sínteses e a explicação do que aconteceu na Argentina com o governo populista K dos últimos anos.
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