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Brasileiro trocou a gasolina pelo etanol

Mês de julho registrou o maior consumo de etanol hidratado em 15 anos.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta segunda-feira (24/8) apontam que o consumo de etanol hidratado, aquele que abastece diretamente os tanques dos veículos, teve o maior consumo já registrado nos últimos 15 anos somente no mês de julho. De acordo com o órgão, os brasileiros utilizaram 1,55 bilhão de litros, o maior volume já registrado desde o ano 2000, quando a ANP e as distribuidoras começaram a divulgar estes dados.

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Segundo nota divulgada pela União das Indústrias da Cana-de-Açúcar (Unica), um volume próximo a esse só foi registrado em dezembro de 2009, quando foram consumidos 1,51 bilhão de litros do biocombustível.

Os números da ANP também indicam que a participação do etanol no consumo do ciclo Otto (gasolina comum e etanol hidratado) também foi a maior do ano, chegando a 24,1%. A demanda nacional de combustíveis leves (aqueles que poluem menos que os combustíveis fósseis) cresceu 3,4% no comparativo com julho de 2014 e 2,75% quando comparado ao mês anterior (junho de 2015).

O consumo de gasolina comum aumentou apenas 2,3% entre os meses de junho e julho de 2015.

A tendência de crescimento nas vendas de etanol hidratado aconteceu em todas as regiões do Brasil, mas ao comparar o consumo dos meses de junho e julho, a ANP apontou que Minas Gerais teve um aumento expressivo no consumo de etanol hidratado nos veículos flex, quase 20%;

Para o diretor Técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, esta expansão contínua do consumo do etanol reflete o preço competitivo do produto frente ao seu concorrente fóssil, a gasolina. “Em diversos Estados, a paridade de preços entre o etanol hidratado e a gasolina segue em patamares inferiores à relação técnica de 70% do rendimento dos veículos. Chamo a atenção para São Paulo, onde a paridade ficou na casa dos 62% e Mato Grosso com 60%,” observou Rodrigues.

Nos outros estados, a paridade de preços ficou assim: Goiás com 64%, Minas Gerais com 65%, Paraná com 66% e Mato Grosso do Sul com 69%, inferiores aos 70% neste mês de julho.

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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