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Exportação de carne bovina pode minimizar ajuste

Especialistas também comentam sobre fornecedores internacionais e a indústria frigorífica.

A demanda externa por carne bovina pode levar parte dos frigoríficos a reabrir suas portas no médio prazo, avaliaram analistas do mercado do boi em painel sobre o tema na Vitrine Agropec, realizada durante a 43ª Exposul, em Mato Grosso.

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Segundo os especialistas, grandes fornecedores como Estados Unidos e Austrália estão reduzindo seus rebanhos, o que deve diminuir o seu potencial de exportação no futuro. Com isso, o Brasil pode ganhar espaço lá fora e aproveitar as vendas maiores para aumentar o uso de sua capacidade instalada.

No debate, o diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, informou que 47 unidades deixaram de abater bois total ou parcialmente desde o início do ano passado. O analista estima que 7 mil pessoas tenham sido demitidas na indústria frigorífica desde junho de 2014.

As unidades fecharam suas portas por causa de dificuldades financeiras ou para aumentar sua eficiência em meio à menor disponibilidade de bois. A melhora, no entanto, ainda deve demorar.

“A perspectiva é de retomada da oferta de animais em 2017, enquanto isso o setor precisa ir se organizando, trabalhando a demanda de países como Estados Unidos e China para ter um mercado aquecido quando houver a retomada”, afirmou o superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidônio, em nota.

Para o representante do Imea, o fechamento de plantas teve pelo menos o efeito positivo de ajustar o mercado. O instituto projeta que a ociosidade média das plantas seria de pelo menos 37%, caso todas estivessem em funcionamento. Nos último 18 meses, nove fábricas fecharam as portas no Estado, deixando 23 unidades em operação.

O presidente da Associação dos Criadores do Sul de Mato Grosso (Criasul), Marco Túlio Soares, acrescentou que a cadeia bovina enfrenta a desaceleração da demanda doméstica com a crise econômica no País este ano.

“Houve diminuição do consumo interno, o que afetou toda a cadeia, mas a pecuária é viável e observamos margens positivas tanto para o criador quanto para o frigorífico”, disse, também em nota.

Fonte: Estadão Conteúdo.

Equipe Agron

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