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Dólar em alta trava negócios com soja

A retração nas vendas também se deve ao fato de os produtores já terem quitado as parcelas de custeio.

A expectativa de que o dólar aumente a rentabilidade da soja e a boa liquidez do mercado verificada nas primeiras semanas de julho têm levado produtores a retrair suas ofertas. O comentário é dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Eles observam que as vendas da safra nova, que começa a ser semeada a partir de setembro, estão bem mais adiantadas em relação ao normal para o período. “Isso explica a lentidão dos negócios tanto no mercado spot quanto para entrega futura, desde que o dólar passou a ter fortes altas”, dizem eles.

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Os pesquisadores do Cepea explicam que a retração dos vendedores ocorre também porque neste momento não há parcelas de custeio da safra a serem pagas pelos produtores, exceto em casos de atraso e/ou renegociação. Outro fator é a expectativa que os estoques em mãos dos compradores baixem nas próximas semanas.

O Cepea observa que os produtores consultados acreditam que “nem mesmo a colheita nos Estados Unidos, que deve começar em setembro, representa temor de baixa dos preços por aqui”. Os pesquisadores dizem que a expectativa é de que a redução dos preços em Chicago, decorrente da colheita da safra norte-americana, aumente os prêmios nos portos brasileiros. “O preço em reais vai depender da taxa de câmbio”, comentam os técnicos.

Segundo os pesquisadores do Cepea, a retração dos produtores tem prejudicado algumas indústrias que não fizeram estoques e agora enfrentam maior dificuldade para adquirir o grão. “A grande massa dos compradores, no entanto, indica estar abastecida. As exportações brasileiras seguem a todo vapor. Os embarques de julho chegaram a 8,4 milhões de toneladas, contra 6 milhões em julho de 2014”, dizem eles, citando dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Os técnicos observam que na segunda-feira o indicador da soja para o Paraná, calculado pelo Cepea foi cotado a R$ 70,82 por saca, o maior patamar desde 7 de março de do ano passado. Em julho o indicador aumentou 8,7%. O indicador de preços para a soja no disponível no porto Paranaguá (pronta entrega), referente ao grão depositado no corredor de exportação, fechou a R$ 76,29 por saca. A cotação foi a maior desde 8 de janeiro de 2014 e avançou 8,5% em julho.

Segundo o Cepea, no mercado físico, ao longo de julho, o aumento de preços foi de 6,3% no mercado de balcão (pago ao produtor) e de 6,9% no de lotes (negociações entre empresas).

Fonte: Globo Rural. POR: VENILSON FERREIRA.

Equipe Agron

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