Ásia puxa exportação de derivados da soja

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Além dos embarques em grão, farelo e óleo avançam no mercado internacional; Abiove projeta crescimento de 2,6% no processamento da oleaginosa para este ano. O fortalecimento da soja no mercado externo é um dos motivos que sustentam o aumento na área de plantio do grão previsto para esta safra. Em 2015, a Ásia deve puxar as exportações de derivados da oleaginosa, o que deve gerar o processamento de 40,1 milhões de toneladas. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), divulgado na última sexta-feira (24), a projeção de volume esmagado é 2,6% superior às 39,1 milhões de toneladas estimadas na avaliação mensal de junho.

“O mercado asiático é importante para o farelo, óleo e grão em si. A África vem crescendo como um comprador relevante em óleo e para o farelo temos também a União Europeia entre os grandes importadores”, explica o gerente de economia da Abiove, Daniel Furlan Amaral. Neste cenário, a área plantada em 2015/2016 deverá crescer 3,8% ante a temporada anterior.

Na avaliação da consultoria Safra & Mercados, as lavouras do grão deverão atingir 32,92 milhões de hectares na temporada. Outra questão que favorece o cultivo da soja é que, segundo especialistas do Instituto Mato-Grossense de Economia e Agropecuária (Imea), os grandes volumes de chuvas ocorridos em junho e julho pesaram negativamente sobre as lavouras norte-americanas – principais concorrentes do Brasil. Sendo assim, a questão climática ainda está ditando o ritmo de preços em Chicago, com certa tendência de alta.

“Sabe-se que o clima de agosto é protagonista para a safra de soja no país [EUA]”, dizem os analistas, em boletim. Projeções Em linhas gerais, a Abiove projeta aumento de 3,3% nas exportações de soja em grão, para 50,3 milhões de toneladas, ante as últimas estimativas de 48,7 milhões de toneladas divulgadas em junho. A estimativa da safra de soja de 2015 foi elevada para 94,4 milhões de toneladas, 0,7% superior a de junho, de 93,7 milhões de toneladas. “Haverá uma disponibilidade maior do produto que pode ser usada para processamento”, justifica Amaral.

Os estoques finais do grão foram projetados em 3,643 milhões de toneladas, 34,3% abaixo do divulgado no último mês. De acordo com o levantamento da associação, produção de farelo de soja, neste ano, está estimada em 30,4 milhões de toneladas e a exportação em 15,2 milhões. Já o óleo (bruto e refinado) deve chegar a de 7,95 milhões de toneladas, tendo o mercado doméstico como consumidor de 6,6 milhões e o externo de outros 1,3 milhão.

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Rotas de saída no quesito escoamento, o Brasil começou a exportar soja não transgênica por um terminal na costa de Sergipe, em uma rota inédita aberta pela operadora logística VLI e pela trading Multigrain, com dois navios deixando o porto do Nordeste recentemente, informa a Reuters. Além disso, o porto sergipano garante que a exportação é de soja convencional, que costuma ter um prêmio sobre o produto transgênico, que ocupa a maior parte da área plantada no País.

Fonte: Jornal DCI.


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