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Melhora do escoamento de grãos requer R$ 195,2 bi

O valor corresponde aos investimentos essenciais apontados em pesquisa da CNT.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) junto aos exportadores de soja e milho apontou 139 projetos como essenciais para melhorar o escoamento da safra de soja e milho. A CNT, por sua vez, apontou a necessidade de mais 111 intervenções em ferrovias, rodovias, portos e terminais de transbordo.

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Os 250 projetos apontados na pesquisa implicam em investimentos da ordem de R$ 195,2 bilhões para a adequação das atuais rotas de escoamento da safra de soja e milho. Para ferrovias, são 67 projetos e R$ 80,1 bilhões. Para portos, 75 e R$ 18,8 bilhões. Para navegação interior, 46 e R$ 34 bilhões. Para rodovias, 48 e R$ 60,5 bilhões. E, para terminais, 14 intervenções e R$ 1,8 bilhão.

O presidente da CNT, Clésio Andrade, ressalta que “a competitividade do agronegócio brasileiro está condicionada à existência de um sistema logístico eficiente”. Segundo ele, “os projetos de transporte precisam ser implementados com uma visão sistêmica, integrando ferrovias, portos, hidrovias, rodovias e terminais de transbordo”.

As melhorias propostas para o escoamento da safra também favorecem outros setores produtivos, diz ele. As intervenções citadas na pesquisa fazem parte do Plano CNT de Transporte e Logística 2014, que sugere 2.045 projetos, com valor estimado de R$ 987,18 bilhões, como investimento mínimo no sistema logístico brasileiro.

A má qualidade das rodovias é considerada problema grave ou muito grave por 85,8% dos embarcadores entrevistados. “A percepção é confirmada pela Pesquisa CNT de Rodovias 2014, que identificou que a maioria (63,4%) das vias de escoamento apresenta alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou na geometria”.

Segundo a CNT, as rotas com origem no Centro-Oeste direcionadas a Santarém (pela BR-163) têm 100% da extensão com problemas. O Brasil possui 1,7 milhão de km de rodovias, 213 mil pavimentados (12,4%) – cerca de 18 vezes menos densidade que nos EUA. No ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa o 122° lugar em relação a rodovias; EUA, o 16°; Argentina, o 110°.

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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