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Boi/USDA: Rebanho, abate e exportação de carne

Boi/USDA: Rebanho, abate e exportação de carne da Austrália devem cair em 2015.

O rebanho bovino da Austrália deve encolher 6% em 2015, para 27,6 milhões de cabeças, por causa do elevado número de abate e de exportação de gado vivo registrados nos últimos dois anos, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

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Em suas estimativas, o departamento também espera que a produção total de carne bovina recue no país, bem como as exportações.

A projeção do USDA é a de que as vendas externas de carne bovina produzida na Austrália caia para 1,5 milhão de toneladas, ante resultado de 1,85 milhão no ano passado. Já os embarques de gado vivo devem cair do recorde de 1,3 milhão de animais para 900 mil cabeças. Ainda assim, a Austrália deve continuar sendo o principal exportador de carne bovina para os Estados Unidos, após um avanço de 87% em volume em 2014, quando foram embarcadas 554 mil toneladas ao país.

O USDA ressalta também que as exportações devem ser favorecidas pela desvalorização do dólar australiano e pela demanda em mercados como os Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Ásia e Oriente Médio. A China, que já é o terceiro maior importador do gado australiano, deve reforçar as compras após entrar em vigor o acordo de livre comércio com o país, ainda este ano. Apesar das perspectivas positivas, o USDA espera que a menor disponibilidade de animais limite o desempenho do comércio exterior.

A expectativa do departamento norte-americano é de queda na produção de carne bovina na Austrália em 2015, para um total de 2,2 milhões de toneladas. O número representa uma redução de 15% ante as estimativas do USDA para o ano passado. Os abates também devem cair, para 8,65 milhões de cabeças, após quase atingirem a marca de 10 milhões de animais em 2014. Já o peso médio da carcaça deve permanecer estável, enquanto os preços médios da carne devem continuar em trajetória de alta.

O USDA também revisou, para baixo, a sua projeção para o nascimento de bezerros. A nova estimativa é de 9,4 milhões de animais, ante leitura anterior de 9,6 milhões. A produção deve ser afetada pela seca no norte do país, que compromete a qualidade dos pastos e reduz o nível de fertilidade. A taxa de envio de fêmeas para o abate superou 50%, o que também deve afetar a reprodução. Normalmente, a taxa oscila entre 45% e 47%.

Nesse cenário, o departamento espera que a reposição do rebanho seja uma prioridade nesse ano, caso as condições climáticas adversas persistam. “Esse processo tomará tempo e o menor rebanho australiano impõe restrições às exportações, incluindo para os Estados Unidos”, concluem analistas do USDA em relatório.

Fonte: Agência Estado.

Equipe Agron

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