A agricultura respondeu por 77% das exportações do Paraná em 2014 e, apesar de estar sendo beneficiada pelo clima este ano, não deve passar ao largo da crise econômica. O economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Pedro Loyola, destaca que a diminuição da renda do consumidor, corroída pela inflação, afeta o consumo de alimentos, em uma proporção ainda não estimada.
“O agronegócio tem puxado a economia, mas os outros setores não têm tido uma macroeconomia sustentável e ele acaba tomando uma responsabilidade (peso) maior”, destaca. O economista ressalta que a desvalorização do real frente ao dólar, que prejudica alguns setores produtivos, tem ajudado a manter a rentabilidade dos agricultores, compensando a redução dos preços das commodities no mercado internacional.
No entanto, ele entende que uma recessão teria efeito multiplicador na economia, com possível aumento nas demissões, redução na compra de maquinários e de outros investimentos. “Do empresário até o consumidor esse sentimento de incerteza vai fazer com que tenhamos redução na demanda de tudo. Mesmo o agricultor vai colocar o pé no freio, na questão de investir mais”, diz. (C.F.).
Fonte: Folha Web.
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