Árvore pode manter alta produtividade por até 50 anos. Fruto garante boa rentabilidade.
O cultivo do pequi virou fonte de renda para produtores do interior de Mato Grosso. No ano passado, Enor Mantovani colheu 2,5 mil kg do fruto, vendendo cada dúzia a R$ 7. O produtor rural tem um sítio de 22 hectares em Terra Nova do Norte, a 648 quilômetros de Cuiabá, e começou a plantar os primeiros pés do fruto há 13 anos.
Quando o agricultor percebeu que poderia obter uma fonte de renda extra com a planta resolveu apostar no cultivo. “Depois que estava produzindo muito eu comecei a vender. Como a venda era boa, eu pude ter um retorno financeiro e resolvi investir”, explica.
O período de colheita do pequi vai de setembro a novembro, mas o produtor foi surpreendido este ano com uma safra fora de época. Agora deve colher 200 quilos.
Hoje Enor tem 700 pés em sua propriedade e todos os dias sai duas vezes para colher os frutos que caem no chão, o que indica que estão bons para o consumo. Ele prefere não usar adubos ou agrotóxicos e, para conter o ataque dos insetos, utiliza uma armadilha feita com água e açúcar que os aprisiona. A mistura é colocada dentro de uma garrafa plástica e pendurada nas árvores.
O pequiseiro começa a produzir aos quatro anos e continua dando frutos por muito mais tempo.
A agrônoma da Embrapa, Suzinei Oliveira diz que a planta pode atingir um grande período com alta produtividade. “Existem relatos de produção até os 50 anos da planta e isso não significa que ela vá morrer, mas começa a cair muito a produção”.
A longevidade e produtividade da árvore chamaram a atenção da produtora Mirian Gladki Petrenko, que há oito anos aposta no cultivo da planta também em Terra Nova do Norte. Ela tem cerca de 800 pés espalhados pelos 57 hectares da propriedade. “Um pé de pequi hoje para o produtor rural dá um retorno na base de R$ 600 por ano”, diz.
Mirian explica que consegue essa receita porque além de vender o fruto in natura, usa na alimentação dos animais que cria e também na fabricação de produtos como cremes, conservas e licores.
Fonte: G1 MT.
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